No Natalício de Jesus
Redação DM
Publicado em 23 de dezembro de 2017 às 23:47 | Atualizado há 9 anos
O que será que Jesus desejaria de nós na data em que se comemora, todos os anos, o natalício de sua meteórica passagem pela Terra?
Ele, que foi o exemplo superlativo de todas as virtudes conhecidas e aspiradas pela Humanidade, estaria exultante com os nossos festejos?
Ou mais se alegraria se, nessa data, reverenciando-o, saíssemos à cata dos nossos irmãos mais necessitados, não apenas de pão, mas também, e, sobretudo, da caridade moral?
Jesus veio ao mundo para trazer-nos a Lei do Amor, consoante está no Mandamento Maior – Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo –, derrogando a lei mosaica do “olho por olho e dente por dente”, asseverando:
Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos .
Ensinou-nos também que a verdadeira riqueza é a que se guarda no âmago do coração, tanto no corpo físico quanto na alma.
O grande poeta lírico, português, João de Deus (1830 – 1896), traduz com maestria esse sentimento cristão, no poema recebido por Francisco Cândido Xavier , que tomamos a liberdade de transcrevê-lo, para a nossa mais vagarosa reflexão:
Na Noite de Natal
– “Minha mãe, por que Jesus,
Cheio de amor e grandeza,
Preferiu nascer no mundo
Nos caminhos da pobreza?
Por que não veio até nós,
Entre flores e alegrias,
Num berço todo enfeitado
De sedas e pedrarias?
– Acredito, meu filhinho,
Que o Mestre da Caridade
Mostrou, em tudo e por tudo,
A luminosa humildade!…
Às vezes, penso também.
Nos trabalhos deste mundo,
Que a Manjedoura revela
Ensino bem mais profundo!
E a pobre mãe de olhos fixos
Na luz do céu que sorria,
Concluiu com sentimento,
Em terna melancolia:
– Por certo, Jesus ficou
Nas palhas, sem proteção,
Por não lhe abrirmos na Terra
As portas do coração!…
(Weimar Muniz de Oliveira. wei[email protected])