Notável escritor João Joaquim (Parte 1)
Redação DM
Publicado em 20 de janeiro de 2022 às 18:12 | Atualizado há 4 anos
Emoldurada pelas cortinas do tempo a humanidade vem se debruçando ora sobre os mais brilhantes e inovadores raciocínios, ora junto às mais estapafúrdias conjecturas e nebulosas controvérsias. Muitas vezes, a mesma humanidade se arrisca em saltos obscuros, outros às claras, no afã de proclamar seus princípios, defender interesses e promover realizações que se lhe possa nortear os caminhos, consolidar o progresso e, principalmente para lhe garantir a aquisição de bens. Uma descoberta aqui, uma invenção ali, e lá se vai à desenfreada corrida rumo ao pódio ou ao calabouço da decepção e do fracasso. Donde brota a extenuante luta à dualidade do ser e do poder. A escolha, quase sempre, a menos justa.
Nos recortes da História surgem insignes profetas que reportam aos dissabores e transtornos que as atitudes impensadas de muitos podem gerar para eles próprios e para as demais pessoas. Denunciam, alertam, apregoam suas crenças e seus pontos de vista. Interpõem aos arroubos ambiciosos de monarcas soberanos e/ou de sistemas que escravizam e dizimam suas tribos e aldeias, a sua gente. Choram com os seus e com eles lutam por dias melhores. Não raro são exilados, encarcerados e submetidos às mais indigentes torturas.
Muitos profetas se destacaram desde a Antiguidade, Isaías, Elias, Eliseu, Jeremias, Oséias…
Nos tempos pós Cristo, ouve-se uma voz que clama no deserto. Uma seta que aponta para Aquele que tira os pecados do mundo, do qual o profeta se dizia indigno de Lhe desamarrar as sandálias. Esse professor é João, primo de Jesus – seis meses mais velho -, que se tornou Batista porque O batizou nas águas do Jordão. Falava verdades àqueles que não desejavam ouvi-las. Teve a cabeça decepada. Ainda remonta à Antiguidade outros homens que arrebanharam multidões. São eles, grandes oradores e mestres da palavra – Tales de Mileto, Pitágoras, Heráclito de Éfeso, Protágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Epicuro, a.C.
Na Idade Média, Albertus Magnus, São Tomás de Aquino, Santo Agostinho. Idade Moderna – Francis Bacon, Thomas Hobbes, René Descartes, Blaise Pascal, John Locke, Isaac Newton, Friedrich Leibniz.
Do Iluminismo – Voltaire, Jean-Jacques Rousseau, Immanuel Kant, Denis Diderot, Adam Smith… E outros tantos que à luz da sabedoria deixam o seu legado literário e filosófico. Seus pensamentos e concepções desafiam o tempo, rasgam as vestes do passado e iluminam os dias presentes. Graças à difusão de diferentes entendimentos filosóficos, grandes mudanças impactaram e desviaram o curso da História. Guerras, insurreições e revoluções fomentadas por esses conceitos vão transformando o pensar e o agir universal. Inúmeras são as invenções e melhorias, dentre muitas que foram desastrosas.
Chegamos aos tempos modernos e pós-modernos, e o nosso tempo contemporâneo. A alta tecnologia favorece a comunicação em todas as suas dimensões, e, a humanidade, ao usufruir dessa tecnologia de forma tão desordenada vai se tornando parte dela e transformando o mundo num caos. Tão homogeneamente associada que já não se consegue separar, tampouco viver sem ela.
Em diferentes contextos as profecias e alertas sobre o bem e o mal que tais instrumentos da alta tecnologia podem desencadear na população despreparada, dentre outros problemas que deturpam a boa convivência humana, aqui se dão pelos mesmos sujeitos de todos os tempos, agora de modo muito mais liberal e abrangente e pelas mais sofisticadas ferramentas e veículos. E muitos notáveis insurgem profetizando e antevendo o destino dos povos e das nações. Escribas de todas as modalidades e filosofias de vida. Neoprofetas pensadores, José, Maria, Waldomiro, Francisco, João Joaquim… entram para o rol da literatura em todos os seus mais diversificados gêneros e evidenciam registros, informações, reflexões, denúncias, protestos, opiniões e até conselhos. Au revoir!
Continua no próximo número.