Brasil

O ano em que as marcas vão apostar mais em micro influenciadores

Redação DM

Publicado em 2 de março de 2023 às 08:39 | Atualizado há 3 anos

Pequenos, mas poderosos. Essa é a frase que mais define os novos influenciadores que estão agitando a comunicação nas redes sociais. Eles vendem marcas para uma comunidade de nicho, restrita e responsiva.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Gartner, com CMOs e líderes de marketing de todo o mundo, apesar dos cenários de incertezas geopolíticas e econômicas no globo, o valor gasto no setor subiu de 6,4% em 2021 para 9,5% em 2022 e a expectavia é de crescimento para esse ano de 2023.

Dentro dessa perspectiva, neste ano, as marcas continuarão canalizando esse poder para impulsionar as vendas, especialmente através do marketing de influência.

O marketing de influência é um universo que está crescendo exponencialmente e que apresenta muitas oportinidades para as marcas.

Para 2023, é esperado que o relacionamento entre marcas e consumidores seja mais imersivo, transparente e cheio de criatividade. A tendência é que essa ferramenta do marketing quebre as barrerias das redes sociais e esteja cada vez mais presente no cotidiano do público nos mais diversos meios.

Camisetas, camisas e toda a gama produtos voltados para o segmento do agro, produtos voltados para o público 18 a 45+, homens e mulheres.

Marcas desse segmento usam muitos micro influenciadores para divulgar suas marcas, novos lançamentos e tornar suas marcas mais conhecidas.

Para divulgar seus produtos marcas como a TXC e  Power Country(marcas do segmento agro), se adaptaram a um novo meio de comunicação. Essas empresas usam com frequência microinfluenciadores, ou seja, pessoas que têm entre 3.000 e 50.000 seguidores. “Eles têm mais vozes de ‘afinidade’ com sua comunidade do que os gigantes da Internet. Eles são críveis e genuínos.” explica Laetitia Guizol, gerente de influência e mídia social.

 

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Fonte: Reprodução


 

O conceito de autenticidade

O que as marcas buscam hoje como prioridade é a “taxa de engajamento”, ou seja, o fato de os seguidores seguirem concretamente as recomendações dos influenciadores comprando os produtos que eles promovem. “As marcas estão atingindo uma certa maturidade na gestão das redes sociais, analisa Pascal Malotti, diretor estratégico da agência digital Valtech. Eles perceberam que no YouTube, Instagram ou Facebook, existem entusiastas que possuem comunidades de nicho, com as quais são prescritores. E que oferecem aos varejistas um retorno efetivo do investimento. »

Esporte, turismo, gastronomia, bem-estar… o crescimento destas novas estrelinhas da rede vê-se por todo o lado. 

“Mas é na moda, seguida de perto pela beleza, que ela é mais significativa”, acrescenta. Essas são duas áreas em que todo o marketing é construído em torno do impacto visual. Você precisa de ‘’modelos’’ para representar os produtos. A imagem é essencial, assim como o fenômeno da recomendação. O famoso conceito de autenticidade de que falamos constantemente, representado pelos micro-influenciadores, é por isso ainda mais importante.

O microinfluenciador “Zezada” é um exemplo de como as marcas investem no seu poder de venda, marcas patrocinam suas viagens, o vestem para que ele possa ser o “garoto propaganda” de seus lançamentos. As marcas desenvolvem uma relação bem próxima, e fica bem mais fácil para as marcas terem retorno com microinfluenciadores do que pessoas com milhões de seguidores que precisam investir grandes somas de dinheiro.

Boca a boca

Zezada soma hoje 30 mil seguidores no Instagram. Hoje ele ja possui marcas que investgem em seu trabalho. Se ele vive disso, está muito longe de ser o caso de todos os microinfluenciadores.

“As pessoas me seguem pelo que eu emito, minha energia, meu estilo de vida que se concentra na moda agro, tento levar alegria. Eles são como minha família virtual. Passo muito tempo respondendo-lhes diretamente. Entendi no ano passado que não adianta correr a todo custo atrás dos seguidores, continuo sendo eu mesmo e dá certo. »

Jovens como Zezada é uma espécie de retorno às origens, quando alguém criava uma página na Internet simplesmente para compartilhar suas paixões. Eles recriam uma forma de boca a boca, certamente monetizada e em grande escala – que se perdeu em meio à avalanche de informações que a Internet nos inunda todos os dias.

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