Brasil

O noticiário começa mudar

Redação DM

Publicado em 27 de abril de 2016 às 00:33 | Atualizado há 1 ano

Ufa! Após a vo­ta­ção vi­to­ri­o­sa do im­pe­achment da Dil­ma na Câ­ma­ra, no úl­ti­mo do­min­go, o no­ti­ci­á­rio da nos­sa im­pren­sa es­tá mais le­ve. Ou se­ja, as aten­ções vol­tam pa­ra o pro­vá­vel no­vo pre­si­den­te do Bra­sil, Mi­chel Te­mer, que pe­las es­pe­cu­la­ções pro­me­te for­mar um mi­nis­té­rio de no­tá­veis, ga­nhar apoio do mer­ca­do e en­fren­tar es­ta du­ra ta­re­fa de re­cu­pe­rar os gra­ves es­tra­gos cau­sa­dos pe­la Dil­ma, na con­du­ção da nos­sa eco­no­mia. E com a de­ban­da­da de ali­a­dos de seus pos­tos de mi­nis­tros, as lu­zes pe­tis­tas do Pla­nal­to se apa­gam. O gri­to de gol­pe pe­lo im­pe­achment não dá ibo­pe nem na im­pren­sa es­tran­gei­ra! E tam­pou­co pre­o­cu­pa tam­bém a ame­a­ça da Dil­ma, que jo­gan­do no li­xo seus úl­ti­mos fi­os de dig­ni­da­de ins­ti­tu­ci­o­nal, pro­me­te em sua vi­agem aos EUA de­nun­ci­ar na ONU es­sa far­sa de que a sua de­po­si­ção do po­der é gol­pis­ta… Ora, se o po­vo saiu às ru­as pro­tes­tan­do con­tra o atu­al go­ver­no na ve­lo­ci­da­de que o no­ti­ci­á­rio cor­re na in­ter­net, ho­je, pas­sa­do a pri­mei­ra eta­pa do im­pe­achment da Dil­ma, es­tá mais pre­o­cu­pa­do com o no­vo go­ver­no que se avi­zi­nha! E com qual ce­le­ri­da­de e com­pe­tên­cia fa­rá a re­cu­pe­ra­ção da nos­sa eco­no­mia, e com­pro­mis­so te­rá com a éti­ca. E se o no­ti­ci­á­rio não for com­pa­tí­vel com os cla­mo­res da nos­sa so­ci­e­da­de, de­la não ha­ve­rá tré­gua…

(Pau­lo Pa­nos­si­an, via e-mail)


Aí tem coisa…

RJ - GEO-RIO/APRESENTAÇÃO - GERAL - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresenta um estudo inédito da Geo-Rio com o mapeamento geotécnico de áreas de alto risco de deslizamento no município, nesta quinta-feira, 06, no Rio de Janeiro. O levantamento, que foi feito pela primeira vez no Rio utilizando as tecnologias mais modenas, mapeou as encostas localizadas no Maciço da Tijuca e adjacências, abrangendo as regiões Norte e Sul da cidade e a área da Barra da Tijuca, incluindo desde o Costão do Vidigal até o bairro de Campinho. 06/01/2011 - Foto: MAURíCIO BAZíLIO /NEWS FREE/AE

A Con­cre­mat, em­pre­sa cam­peã de obras no mu­ni­cí­pio do Rio de Ja­nei­ro des­de que Eduar­do Pa­es se tor­nou pre­fei­to e que foi a res­pon­sá­vel pe­la obra da mal­fa­da­da ci­clo­via Tim Maia, per­ten­ce à fa­mí­lia do se­cre­tá­rio mu­ni­ci­pal de Tu­ris­mo, An­tô­nio Pe­dro, que foi o te­sou­rei­ro das du­as cam­pa­nhas de Pa­es pa­ra pre­fei­to. Aí tem coi­sa…

Ju­iz Ser­gio Mo­ro, nos acu­da!

(Lu­iz Ra­pio, via e-mail)


Bolsa Família

João Carlos A Melo

O Bol­sa Fa­mí­lia só fun­cio­na­ria se o va­lor fos­se do­bra­do e se fos­se exi­gi­do co­mo con­trapar­ti­da que a mu­lher apre­sen­tas­se um ates­ta­do mé­di­co de que co­lo­cou um DIU pa­ra não en­gra­vi­dar, pe­lo me­nos até a si­tu­a­ção eco­nô­mi­ca da fa­mí­lia me­lho­rar.

Não há ne­nhum sen­ti­do em a so­ci­e­da­de aju­dar a cri­ar um fi­lho que a mãe não tem con­di­ções de cri­ar e ela ter mais ain­da.

Is­to só tem sen­ti­do se a ver­da­dei­ra ca­ra da bol­sa for ca­çar vo­tos, que a meu ver é o ob­je­ti­vo do as­sis­ten­ci­a­lis­mo sa­fa­do.

Só se con­se­gui­rá com­ba­ter a de­si­gual­da­de se os ri­cos ti­ve­rem mais fi­lhos e os po­bres me­nos. É uma ques­tão de ló­gi­ca.

O res­to é ex­plo­ra­ção da mi­sé­ria pe­la má­qui­na atra­ves­sa­do­ra.

(Jo­ão Car­los A Me­lo, via e-mail)


As duas faces de Dilma

Ronaldo Gomes Ferraz

As du­as fa­ces (ou du­as ca­ras) de Dil­ma fo­ram cla­ra­men­te exi­bi­das pa­ra o mun­do em No­va York.

For­ça­da pe­las cir­cun­s­tân­cias, com me­do das con­se­quên­cias que ad­vi­ri­am de uma fa­la rai­vo­sa e de­sa­fi­a­do­ra, fez um dis­cur­so ame­no, apro­pria­do pa­ra a oca­si­ão, um ver­da­dei­ro ca­va­lo de pau no que an­tes ha­via pro­me­ti­do fa­zer. Era a Dil­ma da cam­pa­nha pre­si­den­ci­al. A do Bra­sil cor-de-ro­sa.

Mais tar­de, na pre­sen­ça ape­nas da im­pren­sa, dis­se o que ver­da­dei­ra­men­te pen­sa, vol­tan­do a ba­ter na te­cla do gol­pe e do des­res­pei­to à nos­sa Cons­ti­tu­i­ção. Era a Dil­ma de de­pois de elei­ta. A do Bra­sil em fran­ga­lhos que ela, por sua per­so­na­li­da­de au­to­ri­tá­ria e sua pe­que­na ca­pa­ci­da­de de dis­cer­ni­men­to, vai le­gar ao Bra­sil.

(Ro­nal­do Go­mes Fer­raz, via e-mail)


Queda da ciclovia

Inau­gu­ra­da fes­ti­va­men­te em ja­nei­ro e com o cus­to de R$ 44,7 mi­lhões, caiu a ci­clo­via Tim Maia, dei­xan­do mor­tos. Mais uma tra­gé­dia pa­ra a ex­ten­sa lis­ta de obras malfei­tas, que em vez de be­ne­fi­ci­a­rem a po­pu­la­ção, a afe­tam da pi­or ma­nei­ra. O mais ina­cre­di­tá­vel é que uma au­to­ri­da­de da pre­fei­tu­ra de­cla­rou que o cál­cu­lo es­tru­tu­ral foi bem fei­to, só que não es­ta­va pre­vis­to um mar de res­sa­ca tão for­te que cau­sou o de­sa­ba­men­to.

Jo­ão Bos­co, au­tor do “Bê­ba­do e o Equi­li­bris­ta”, po­de­ria re­gra­var a sua cri­a­ção co­lo­can­do na le­tra em vez de “caia a tar­de fei­to um vi­a­du­to” um “caia o dia fei­to a ci­clo­via”.

(Ro­nal­do Go­mes Fer­raz, via e-mail)

 

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