O noticiário começa mudar
Redação DM
Publicado em 27 de abril de 2016 às 00:33 | Atualizado há 1 ano
Ufa! Após a votação vitoriosa do impeachment da Dilma na Câmara, no último domingo, o noticiário da nossa imprensa está mais leve. Ou seja, as atenções voltam para o provável novo presidente do Brasil, Michel Temer, que pelas especulações promete formar um ministério de notáveis, ganhar apoio do mercado e enfrentar esta dura tarefa de recuperar os graves estragos causados pela Dilma, na condução da nossa economia. E com a debandada de aliados de seus postos de ministros, as luzes petistas do Planalto se apagam. O grito de golpe pelo impeachment não dá ibope nem na imprensa estrangeira! E tampouco preocupa também a ameaça da Dilma, que jogando no lixo seus últimos fios de dignidade institucional, promete em sua viagem aos EUA denunciar na ONU essa farsa de que a sua deposição do poder é golpista… Ora, se o povo saiu às ruas protestando contra o atual governo na velocidade que o noticiário corre na internet, hoje, passado a primeira etapa do impeachment da Dilma, está mais preocupado com o novo governo que se avizinha! E com qual celeridade e competência fará a recuperação da nossa economia, e compromisso terá com a ética. E se o noticiário não for compatível com os clamores da nossa sociedade, dela não haverá trégua…
(Paulo Panossian, via e-mail)
Aí tem coisa…
A Concremat, empresa campeã de obras no município do Rio de Janeiro desde que Eduardo Paes se tornou prefeito e que foi a responsável pela obra da malfadada ciclovia Tim Maia, pertence à família do secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro, que foi o tesoureiro das duas campanhas de Paes para prefeito. Aí tem coisa…
Juiz Sergio Moro, nos acuda!
(Luiz Rapio, via e-mail)
Bolsa Família
O Bolsa Família só funcionaria se o valor fosse dobrado e se fosse exigido como contrapartida que a mulher apresentasse um atestado médico de que colocou um DIU para não engravidar, pelo menos até a situação econômica da família melhorar.
Não há nenhum sentido em a sociedade ajudar a criar um filho que a mãe não tem condições de criar e ela ter mais ainda.
Isto só tem sentido se a verdadeira cara da bolsa for caçar votos, que a meu ver é o objetivo do assistencialismo safado.
Só se conseguirá combater a desigualdade se os ricos tiverem mais filhos e os pobres menos. É uma questão de lógica.
O resto é exploração da miséria pela máquina atravessadora.
(João Carlos A Melo, via e-mail)
As duas faces de Dilma
As duas faces (ou duas caras) de Dilma foram claramente exibidas para o mundo em Nova York.
Forçada pelas circunstâncias, com medo das consequências que adviriam de uma fala raivosa e desafiadora, fez um discurso ameno, apropriado para a ocasião, um verdadeiro cavalo de pau no que antes havia prometido fazer. Era a Dilma da campanha presidencial. A do Brasil cor-de-rosa.
Mais tarde, na presença apenas da imprensa, disse o que verdadeiramente pensa, voltando a bater na tecla do golpe e do desrespeito à nossa Constituição. Era a Dilma de depois de eleita. A do Brasil em frangalhos que ela, por sua personalidade autoritária e sua pequena capacidade de discernimento, vai legar ao Brasil.
(Ronaldo Gomes Ferraz, via e-mail)
Queda da ciclovia
Inaugurada festivamente em janeiro e com o custo de R$ 44,7 milhões, caiu a ciclovia Tim Maia, deixando mortos. Mais uma tragédia para a extensa lista de obras malfeitas, que em vez de beneficiarem a população, a afetam da pior maneira. O mais inacreditável é que uma autoridade da prefeitura declarou que o cálculo estrutural foi bem feito, só que não estava previsto um mar de ressaca tão forte que causou o desabamento.
João Bosco, autor do “Bêbado e o Equilibrista”, poderia regravar a sua criação colocando na letra em vez de “caia a tarde feito um viaduto” um “caia o dia feito a ciclovia”.
(Ronaldo Gomes Ferraz, via e-mail)


