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O pacto em Goiás pelo combate do mosquito Aedes aegypti

Redação DM

Publicado em 31 de janeiro de 2016 às 22:06 | Atualizado há 10 anos

As pessoas de uma forma geral sejam de qualquer nível social do nosso Brasil precisam acordar para a gravidade do momento pelos riscos de vida, em muitos casos, levado a óbito por um grande número de infectados pelo mosquito transmissor Aedes aegypti. Segundo, os noticiários, tanto nacional como internacional, incluem o Brasil, dentre os 23 países, onde o agente transmissor avança por todos os cantos das casas, dos logradouros, prédios públicos e privados, quase que, de forma geométrica. A responsabilidade do combate a esse mosquito, não é apenas do poder público, mas de toda sociedade, incluindo, lembre-se: você.

Então, nesse propósito, no dia 20 de janeiro do corrente ano, o ministro da Saúde, Marcelo Castro recebeu em audiência o governador Marconi Perillo e o Secretário da Saúde, Leonardo Vilela, que na oportunidade, fez uma exposição do trabalho de uma força-tarefa criada em Goiás de combate ao mosquito Aedes aegypti monitorado pela Secretaria de Saúde de Goiás, via on line, com informações dos 246 municípios goianos em tempo real. Ainda, nessa audiência, o ministro foi convidado para estar presente no dia 28 desse mês num evento de mobilização e prestação de contas das ações de 10 mil pessoas envolvidas no combate ao mosquito.  Na ocasião, “O ministro ficou impressionado com o nosso trabalho. Chegou a dizer que a ação desenvolvida em Goiás, com informações on line atualizadas de 30 em 30 segundos, é o melhor trabalho de gerenciamento do País”, pontuou o governador.  Esse inseto é o transmissor das febres da dengue, zika e a chikungunya.

Os sintomas, segundo os canais das redes virtuais e setoriais de comunicação da saúde pública, são identificados e ou conhecidos pelas características de cada uma delas, seja da dengue, zika e a chikungunya, assim definidas:

– Dengue – Sintomas: febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura.

– Zika – Sintomas: o vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarréia e sinais de conjuntivite.

– Chikungunya – Sintomas: o principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.

Sem dar trégua ao combate do mosquito transmissor Aedes aegypti, de acordo com o anunciado e prometido pelo governador Marconi Perillo, foi realizado no último dia 28 de janeiro do corrente ano um evento de prestação de contas das ações, acompanhada de grande mobilização no auditório Lago Azul do Centro de Convenções de Goiânia – Cidade de Goiânia-GO. Na oportunidade, segundo fontes oficiais, o Secretário de Estado da Saúde do Estado de Goiás, Dr. Leonardo Vilela apresentou um balanço das ações desenvolvidas entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, onde: “foram visitados 1,1 milhão dos 3 milhões e 120 mil imóveis dos 246 municípios goianos. Nos imóveis visitados, foram encontrados 25.479 focos do mosquito Aedes, que transmite doenças como a dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Logo que encontrados, os focos foram eliminados. Entretanto, os agentes, policiais, bombeiros e voluntários que trabalham na força-tarefa encontraram dificuldades, pois dentre os domicílios visitados, 206.020 estavam fechados, e em outros 1.969 os proprietários se recusaram a deixá-los entrar. Segundo levantamento da Secretaria de Saúde, os imóveis fechados têm cerca de 60% dos criadouros do mosquito”.  Ainda, no combate ao mosquito, conforme relato na ocasião do Secretário Leonardo, mais de 20 mil pessoas participam, dentre eles, agente de saúde, bombeiros, policiais e voluntários somados a um número de 15 reuniões com prefeitos.

Finalmente fechando o cerco, o governador Marconi Perillo anunciou medidas essenciais para promover a erradicação do Aedes, nas quais como meta do governo de Goiás, foram adotados alguns mecanismos legais com o objetivo de permitir aos agentes em campo acessarem os criadouros de mosquitos nos imóveis. Durante esse evento, que aconteceu no Centro de Convenções de Goiânia, o governador também assinou decreto que institui o Comitê Estadual de Mobilização Social contra o Aedes aegypti, cujo, objetivo é acompanhar e avaliar as ações de combate e estimular a criação de comitês municipais. Ele assinou, ainda, ordem de serviço determinando o início das atividades da Patrulha Mecanizada de Desenvolvimento Regional Suporte e Auxílio de Combate à Dengue.  Além disso, em minha opinião, o trabalho de conscientização da sociedade, de forma contínua, será fundamental para o sucesso da campanha de combate ao mosquito mais temido de todos os tempos, o Aedes aegypti. Deixo aqui para sua reflexão, a seguinte frase, que diz: “A vida é um bem de todos… é preciso existir respeito mútuo entre as pessoas, acima de interesses individuais”. Muita paz!

 

(Antonio Alencar Filho, administrador de empresas)

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