O reajuste da energia elétrica voltará a impactar a temida inflação: vergonha nacional
Redação DM
Publicado em 10 de agosto de 2015 às 22:14 | Atualizado há 11 anosSabemos que a energia elétrica é uma das formas de energia mais utilizadas no mundo. É gerada, principalmente, nas usinas hidrelétricas, usando o potencial energético da água. Porém ela pode ser produzida também em usinas eólicas, termoelétricas, solares, nucleares entre outras.
A energia elétrica, para chegar ao consumidor final, depende de uma eficiente rede elétrica, composta por fios e torres de transmissão e agora vontade política. Pois, ultimamente só recebemos a notícia que a energia elétrica teve um reajuste, e nós cidadãos pagamos a conta, muita das vezes nem com qualidade, mas pagamos a conta. A energia elétrica é de fundamental importância para o desenvolvimento das sociedades atuais. Ela pode ser convertida para gerar luz, força para movimentar motores e fazer funcionar diversos produtos elétricos e eletrônicos que possuímos em casa como computadores, geladeiras, microondas, chuveiros, e outros.
Sem eletricidade, voltaríamos aos primórdios e viveríamos em grandes dificuldades, ainda mais com a chegada recente da globalização, dificilmente o mundo moderno sobreviveria sem energia elétrica. Afetaria tudo e a todos diretamente, além de ser um retrocesso, com as dificuldades atuais podemos pensar em racionamento.
Agora o Governo Federal de mês em mês anuncia um novo aumento de energia, não só por conta da economia/racionamento, sustentabilidade ou conscientização de como saber gastar energia ou coisa assim, mas para arranjar uma forma de cobrir o desfalque nos cofres públicos ou a incompetência.
A energia elétrica deve ter um reajuste de 43,4% no ano de 2015, conforme dados do Banco Central por meio do relatório de inflação do segundo trimestre deste ano aumentou. Conforme informações, a estimativa de alta no preço da energia elétrica em 2015 reflete do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético.
O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente no final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do País, questão ambiental pouco discutida e explorada por este Governo.
Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de usinas hidrelétricas e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente por meio da CDE.
Reajustes na tarifa de energia elétrica e na taxa de água e esgoto vão pressionar novamente a inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em agosto, isto é fato.
Agora vem a grande indagação: nós vamos pagar a conta? Ou melhor, já estamos pagando. Até quando vamos ter que nos submeter a tal infortúnio? Precisamos de políticas públicas e vontade política para fazer sempre mais. Não só o povo em si, mas principalmente os empresários geradores de emprego e renda. Vamos ver os próximos capítulos.
(Maione Padeiro, presidente da Aciag Jovem e membro do Fórum
Jovem)