Brasil

O uso de animais em experiências laboratoriais

Redação DM

Publicado em 28 de abril de 2016 às 01:44 | Atualizado há 10 anos

O uso de animais para testar medicamentos, agrotóxicos e cosméticos é antigo e também muito polêmico. Infelizmente até hoje ainda existe o mito de que não temos ferramentas que se possam ser usadas em laboratórios permitindo simular completamente o funcionamento de um organismo, dessa forma o uso de animais com objetivos científicos é uma prática comum que vem sendo empregada desde a Antiguidade, mas para que essa prática seja aceitável do ponto de vista ético e exponha resultados eficazes, é dever do especialista a consciência de que o animal que está sendo utilizado como cobaia é um ser vivo e como tal possui instinto, além de ser sensível à dor.

Em meados de 1959, o zoologista William M. S. Russell e o microbiologista Rex L. Burch publicaram um livro em que estabeleceram os três R’s das pesquisas em animais: replace (substituir), reduce (reduzir) e refine (refinar). Para eles, a substituição de animais em experimentos científicos já avançou muito, podendo ser utilizado, no lugar de animais, culturas de células, simuladores e até mesmo modelos matemáticos. Estes experimentos devem ser mais bem planejados e as instalações adequadas, com pesquisadores capacitados para fazerem pesquisas em animais. Como dito no início do texto, isso ainda é um assunto de grande polêmica, que será alvo de vários questionamentos e discussões, tanto por parte dos protetores dos animais, quanto por parte de pesquisadores e cientistas, pois a questão não está ligada apenas ao fato desses animais poderem pensar ou raciocinar e sim: podem eles sofrer?

 

(Diego Batista Fonseca, biólogo / e-mail: [email protected])

 


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