Onde estão as pessoas de bem?
Redação DM
Publicado em 6 de julho de 2017 às 00:16 | Atualizado há 9 anosImpossível não relembrar no atual momento porque passa o Brasil, a memória e as lições do grande líder e pacifista Martin Luther King, que lutou incansavelmente pela igualdade racial na América do Norte. Faço minhas suas verdadeiras e oportunas palavras: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas sim o silêncio dos bons”.
Até onde vai esta grave crise institucional e, principalmente, moral?… Ao que parece, nenhum de nós tem essa valiosa e cobiçada informação.
Como cidadão comum, quero que desça às entranhas, percorrendo os salões luxuosos, as festas, os calabouços e, principalmente, os porões do poder. Como advogado, espero que se faça Justiça.
Todos nós já ouvimos falar que o Brasil precisaria passar por sérias dificuldades, crises, tormentas, por guerras até, para que pudéssemos nos libertar do colonialismo equivocado ao qual fomos submetidos e, enfim, nos tornar uma grande nação. Mas como figurar entre as grandes nações se nem tempos educação e saúde de qualidade e, principalmente, oportunidades para todos?
Tenho esperança de que essa grave crise institucional e sobretudo moral que se abateu sobre o povo brasileiro, poderá se transformar na última saída e, quem sabe, até em tábua de salvação para os nossos erros, defeitos e malfeitos.
Por fim, estou certo e convicto de que travaremos uma guerra interior entre o ser e o ter, entre moral e amoral, entre ser ético ou aético, entre razão e emoção, aproximando assim o cérebro do coração. E que, diante dessa dualidade inerente à raça humana, invoquemos a Deus para que a fé, juntamente com o poder transformador da sociedade, faça com que prevaleça sempre a verdade. E quem sabe nesta busca incansável pela verdade floresçam grandes líderes, tal qual os lírios que nascem e florescem no lamaçal.
(Rogério Bernardes, advogado com especialização em Direito Agrário, Direito de Energia Elétrica e pós-graduado em Gestão Ambiental)