Brasil

Os dois pesos de Dilma

Redação DM

Publicado em 10 de agosto de 2015 às 21:52 | Atualizado há 2 anos

Em solenidade na cidade de Boa Vista (RR), a presidente Dilma Rousseff  defendeu seu mandato, dizendo que “ninguém vai tirar a legitimidade do voto” uma vez que o Brasil é  uma democracia. Permito-me algumas digressões. Primeiro, Dilma não é a pessoa mais indicada a falar de democracia já que na juventude lutou pelo comunismo e seu partido – o PT – é sabidamente unha e carne com chavistas, bolivarianos e castristas caribenhos. Todos sabem que o PT trama dia e noite para minar nosso regime liberal, urdindo sovietes e marcos regulatórios para a mídia, sempre contando com o “exército de Stédile” para qualquer eventualidade. Depois ainda perduram razoáveis dúvidas sobre o processo de votação eletrônica, que incluem suspeitas sobre a empresa (venezuelana!) contratada pelo TSE, conhecida mundialmente por responder a acusações de inidoneidade. Não bastasse, Dilma conseguiu se eleger fraudando os números das contas públicas, com suas “pedaladas” ilegais e após tocar terror e mentir a mancheias no curso da campanha eleitoral, ilaqueando a boa-fé de milhões. A cognominada “mulher sapiens” deveria saber que a democracia não garante ao eleito qualquer imunidade. O voto não resolve tudo e o governante não está isento de prestar contas e de cumprir as leis vigentes no ordenamento jurídico. Por fim, a ‘presidenta’ defende seu mandato com o uso de dois pesos e duas medidas já que o PT trabalhou para derrubar Collor, um presidente também “eleito pelo voto”, acusando-o por coisas que, pelos padrões correntes, seriam julgadas não na Justiça Federal ou no STF mas num juizado especial para pequenas causas.

(Silvio Natal, via e-mail)


Saída para Dilma

Tendo perdido o apoio até do seu próprio partido, não há de ser através do habitual “toma lá, dá cá”, nem da apelação das desacreditadas propagandas enganosas, que Dilma vai conseguir levantar-se do imenso tombo que tomou. Só o retorno de uma improvável aprovação popular poderia salvá-la.

Sua única saída para essa tentativa extrema, seria conscientizar-se de que pior do que está, não fica, ser honesta com o povo brasileiro fazendo um “mea-culpa” dos erros do seu primeiro mandato, das mentiras da propaganda que permitiram a sua eleição, sair cortando uns 30 ministérios, além dos milhares de cargos comissionados distribuídos por fisiologismo, afastar-se dos políticos errados, pedindo que lhe deem essa segunda chance.

(Ronaldo Gomes Ferraz, via e-mail)


Nunca fiz nada que o Lula não soubesse

Leônidas Marques

Durante todo o desenrolar da ação penal 470, mais conhecida como mensalão, movida pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal em 2005, o que se viu foi uma avalanche de políticos tentando a qualquer custos se proteger das condenações que certamente aconteceriam na Suprema Corte. Na época, causou uma certa estranheza o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurar, de imediato, a imprensa para dizer que tinha sido traído. Confesso que não consegui engolir até hoje o “fui traído” dito em 2005 por Lula e muito menos o porquê do Lula fora do banco dos réus, depois de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil, condenado por formação de quadrilha, ter dito: “Nunca fiz nada que o Lula não soubesse.” Nessa frase José  Dirceu deixou entendido que Lula conhecia  bem os projetos mensalão e petrolão. Ainda guardo na memória o dia em que Lula, ao deixar o governo, disse que ia se dedicar ao trabalho de provar que o mensalão foi uma farsa, chegando inclusive a ir ao STF conversar com o ministro Gilmar Mendes. Espero que falte algo no Lula para voltar ao STF e pedir apoio para provar que o petrolão é uma invensão do Janene e Dirceu.Acorda Justiça brasileira.

(Leônidas Marques, via e-mail)


Temer para ser temido

Mara Montezuma Assaf

Como Temer pode ser visto como solução política para a crise se  durante todas as gestões petistas foi aliado fiel, e portanto, coparticipante e corresponsável por todo o caos político, econômico e moral que enfrentamos hoje? Temer e o PMDB nunca desconfiaram do discurso mentiroso de Dilma durante a última campanha? Se não duvidou, não merece ser visto como solução pela falta de bom senso, análise e visão. Se duvidou e se manteve como aliado, pior! Não merece crédito nem consideração.

(Mara M. Assaf, via e-mail)


 

Agenda positiva

Iria de Sá Dodde

A mídia divulgou recente pesquisa de opinião que 71% da opinião pública reprova o governo Dilma. A mesma pesquisa lhe dá somente 7% de aprovação. Entendo que ela não pode governar apenas para uma minoria. Além disto não se entende com o legislativo e com ninguém. Mal conhece seus ministros além dos alcoviteiros, que não lhe ajudam em nada. Por outro lado temos um congresso que também não representa em nada seus eleitores sendo uma das instituições menos respeitada deste país. Então proponho o seguinte. A saída de Dilma e a renuncia coletiva de todos os senadores e deputados federais, assumindo respectivamente o vice e os suplentes, só para começar. Isto sim é uma agenda positiva e um sopro de esperança

(Iria de Sá Dodde, via e-mail)

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