Brasil

Os donos do mundo!!!

Redação DM

Publicado em 10 de fevereiro de 2016 às 21:57 | Atualizado há 10 anos

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo contrapôs duas visões antagônicas de existência –  capitalistas versus socialistas.

A corrida armamentista e a Guerra Fria foram o norte deste espectro, que quase nos levou à extinção por bombas nucleares, e por briga das duas potências União Soviética e Estados Unidos.

Com a derrubada do símbolo deste conflito, ou seja, a queda do muro de Berlim, o Capitalismo ganhou essa guerra, muito mais pela desvirtude dos dirigentes que pregavam o “socialismo” fundado no personalismo e na opressão, do que pelas benesses do capitalismo.

Passados 27 anos da queda do império soviético, o mundo não melhorou.

As contradições e os malefícios retratam de forma gritante e perversa a face de um mundo de poucos afortunados, e milhões de luctíferados.

Em recente pesquisa da ONG Britânica Oxfam, demonstra de forma inconteste a desigualdade e a iniqüidade de um sistema excludente por natureza.

Apenas 62 pessoas no mundo são donas de metade do dinheiro da humanidade, o que é um escárnio diante de tanta miséria que afeta milhões de seres humanos no planeta.

O acúmulo imódico de riqueza para alguns privilegiados e o astigmatismo irresponsável de uma concepção deformada de mundo onde valores de justiça social e distribuição equânime de renda não são apenas valor intrínseco de moral.

Sim é o exercício deletério da deformidade de um sistema que gera convulsões sociais, e indignidade humana. Um verdadeiro cataclismo atômico.

Nada mais devastador do que essa brutal distorção, este sistema tem se demonstrado muito mais eficiente do que qualquer guerra ou invenção armamentista que o homem produziu. Ele mata de forma silenciosa. É inodoro, incolor e insípido.

Inodoro porque a ruína de capitais do jogo volátil do sistema financeiro, de cartas marcadas da especulação e espoliação de riquezas são instrumentos permanentes dos donos do mundo, pois esse sistema não deixa rastro e nem cheiro, e as consequências não são inodoramente exaladas por essas ações que movimentam milhões.

Incolor porque o sistema capitalista não é composto de valor de gênero, não importa a nacionalidade para os donos do mundo, o que importa é a riqueza, os ganhos, o acúmulo.

Insípido porque os sabores amargos não são degustados pelos donos do mundo, não importa o quão desagradável seja, são sempre frios e desprovidos de emoções.

A desigualdade produzida pelos donos do mundo nos reparte nas escolas, entre os vizinhos, no trabalho, nos aviões, nos hospitais, naquilo que comemos, em nossas condições físicas, no que pensamos no vindouro de nossas crianças, até mesmo em nossa morte.

Enfim, a desigualdade exacerbada pela ambição sem limites do capitalismo não é apenas uma violência contra a ética, mas também contra a lógica.

É demência, desumano e desprovido de valores edificantes.

Não é crível o acúmulo imoral de riqueza, sem lastro no labor produtivo, fundado apenas no financismo degradante.

É convulsionar irresponsavelmente milhões de pessoas, que impreterivelmente de seus atos ou ações, estão condenadas a miséria, por um sistema excludente.

Não é possível a coexistência pacífica fecunda numa proporcionalidade de tamanho escândalo de riquezas acumuladas.

Este não é o caminho que busca a justiça social e a existência pacífica entre os homens.

 

(Henrique Matthiesen, bacharel em Direito)


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