Pátria educadora só na propaganda
Redação DM
Publicado em 16 de outubro de 2015 às 21:52 | Atualizado há 11 anosGoverno brasileiro se auto-intitula pátria educadora e ainda comemora o dia do professor, sendo que nada temos a comemorar, muito o contrário, pois o professor brasileiro, salvo exceções, nunca ensinou o aluno a pensar criticamente, entender o mundo e a aprender a aprender. Ao contrário, sempre ensinaram os conteúdos de livros didáticos, aprovando os alunos que aprendem a decorar e excluindo pessoas e pensamentos diferentes. Atualmente os professores não são valorizados e os culpados são os seus alunos que não aprenderam a votar, não sabem ler, sequer aprender, ainda mais grotesco é o fato de alunos formados em faculdade sejam analfabetos funcionais, apenas para engrossarem estatísticas visando financiamentos internacionais. É público o fato de nossos governos desde a proclamação da república terem projetado o péssimo ensino como um objetivo do Estado visando formar manipuláveis eleitores, mas chegamos ao cúmulo de uma baixa cultura e educação que, por exemplo, nos obriga a criar uma lei que permite uma mãe amamentar o filho em lugares públicos, entre inúmeras regras que até no reino animal são costumeiras e aceitáveis.
Infelizmente, nosso grande educador Paulo Freire, um grande herói na Suécia e em outros países que valorizam a educação é ignorado em sua terra natal, justamente por ensinar que o professor é aquele que faz o aluno procurar o conhecimento, ser crítico e lutar contra a opressão e injustiça. Mas a maioria serve ao estado, adestrando, oprimindo e tornando pessoas em objetos apáticos, em troca os alunos elegem políticos que nada fazem pela educação ou pelo País.
(Daniel Marques, via e-mail)
Teimosa e incompetente
A presidente Dilma acha que, atacando a oposição, vai resolver os graves problemas que a nossa economia vive em função de sua incompetente gestão. E na presença de uma rara plateia nada hostil hoje ao seu governo, como na sede da CUT, em São Paulo, a Dilma ficou a vontade para desferir suas bobagens, como que os seus opositores são “moralistas sem moral”. E quanto ao pedido de impeachment, afirmou “isso é um golpismo escancarado”. Talvez a presidente gostaria de chamar de golpistas, mas não tem coragem e tampouco lastro moral para tal, o nosso judiciário federal, Ministério Público Federal, Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União, e até o TSE! Já que estão investigando, prendendo petistas, aliados, lobistas e empreiteiros envolvidos na Operação Lava Jato, que roubaram as nossas estatais sob a luz também de seu governo. O TCU que criminalizou suas pedaladas fiscais. E o TSE, que está julgando a denuncia de empreiteiros que supostamente irrigaram com recursos ilícitos sua campanha eleitoral. Isso sim presidente que é “golpismo escancarado” contra um povo que a elegeu! E mesmo ter esculhambado com a nossa economia, e com altíssimo índice de desemprego, etc., tenta ser “moralista, porém, sem moral…”. Se tivesse a presidente, um pingo de dignidade e respeito com a Nação, deveria reconhecer na oposição o papel constitucional de defender a nossa sociedade, mesmo porque foram o que os elegeram nas urnas. Mas, não, prefere a Dilma falar hoje do alto de seu desespero, como se tivesse encarnando um Hugo Chaves, ou o Maduro, da Venezuela, esquecendo que as nossas instituições são democráticas e amparadas na nossa Constituição! E que não há mais espaço para o seu governo seguir enganando o povo brasileiro.
(Paulo Panossian, via e-mail)