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Perícia privada do filme Dark Horse não esclarece uso de R$ 75 milhões e não detalha destino dos recursos

Redação Online

Publicado em 13 de junho de 2026 às 14:44 | Atualizado há 1 hora

Arte com referência ao filme Dark Horse | Foto: Reprodução
Arte com referência ao filme Dark Horse | Foto: Reprodução

A perícia privada apresentada pela produtora Go Up Entertainment para tentar explicar os gastos com o filme Dark Horse não detalha o destino de transferências no valor de US$ 13,3 milhões (equivalente a R$ 75 milhões). A descrição das despesas foi reunida pela defesa de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora.

O documento indica que a maior parte desse valor (R$ 54,2 milhões) teria sido gasta nos Estados Unidos, enquanto a quantia usada no Brasil representa R$ 20,9 milhões. A única fase da produção com gastos detalhados no Brasil foi classificada como produção e filmagem.

Os gastos nos Estados Unidos têm menos detalhamento no laudo da perícia privada. O documento menciona, de forma genérica, etapas como desenvolvimento do projeto, soft-production, pré-produção e pós-produção, sem explicar o que ocorre em cada uma delas.

Segundo a perícia, até o dia 10 de junho, o fundo Havengate Development LP, usado para a captação de recursos, havia enviado os US$ 13,3 milhões para o filme. A maior parte dos R$ 20,9 milhões gastos no Brasil foi transferida via Pix.

Após a revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro enviou dinheiro para a produção do filme, a Polícia Federal passou a investigar se os recursos foram utilizados para financiar a estada do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.


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