Pesquisa sobre LGBTQIA+ leva jornalista a sofrer ataques e reacende debate sobre intolerância
Redação
Publicado em 22 de abril de 2026 às 19:18 | Atualizado há 1 mês
O levantamento teve origem na graduação do pesquisador e avançou ao longo do mestrado
O jornalista e pesquisador Antônio Guilherme de Lima Santos enfrentou ataques de ódio nas redes sociais após alcançar projeção nacional com um estudo acadêmico sobre a cobertura jornalística da comunidade LGBTQIA+. Egresso da Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutorando na Universidade de Brasília (UnB), ele analisou como veículos da Região Norte abordam o tema, com foco em estigmas e construções narrativas.
A pesquisa integrou o quadro “Bolsista em Destaque”, da Capes, o que ampliou a visibilidade do trabalho. Após a divulgação, surgiram comentários ofensivos e tentativas de desqualificação acadêmica. Parte das manifestações incluiu ataques preconceituosos, que evidenciaram resistência ao debate sobre diversidade e representação na mídia.
O levantamento teve origem na graduação do pesquisador e avançou ao longo do mestrado. A análise comparou conteúdos de oito webjornais entre 2023 e 2024 e identificou padrões de enquadramento marcados por estigmas heteronormativos. O estudo também observou maior frequência de cobertura em veículos cujos editores se identificavam como homens gays.
Segundo o pesquisador, a simples menção à pauta LGBTQIA+ já provoca reações polarizadas. Ele destacou que o debate público ainda carrega silenciamentos e incompreensões, o que reforça a importância da investigação acadêmica. Para ele, os ataques confirmaram as hipóteses sobre preconceito estrutural presente na sociedade e refletido na imprensa.
Em nota conjunta, UFG e UnB classificaram os episódios como inaceitáveis e reforçaram compromisso com a liberdade científica e os direitos humanos. As instituições afirmaram que não toleram tentativas de intimidação contra pesquisadores e defenderam o ambiente acadêmico como espaço de diálogo, pluralidade e respeito.
O pesquisador relatou acolhimento por parte de professores e programas de pós-graduação, o que fortaleceu sua permanência na pesquisa. Ele avaliou que o suporte institucional foi decisivo diante da exposição negativa e ressaltou que a repercussão positiva do estudo na co
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