Brasil

Por que Batista Custódio declarou que Marconi votou, indiretamente, em Iris Rezende?

Redação DM

Publicado em 4 de novembro de 2016 às 00:57 | Atualizado há 10 anos

Na série “Os Onças”, publicada neste matutino vanguardista, mencionei que as onças detêm a mordedura mais poderosa entre os felinos e que, quando caçam, não visam a jugular, ou seja, o pescoço de suas vítimas, como o fazem todos os seus primos felinos, visam os seus crânios, suas cabeças, procurando destroçá-las perfurando-lhes os tímpanos. São seres solitários, entretanto, em casos raríssimos, raríssimos mesmo, e sempre após atingirem a plena maturidade, formam duplas para, harmoniosamente, caçarem e partilharem a carne.

Na edição do jornal Diário da Manhã, dia 29, na primeira página, sob o título: “Declaração de voto”, como é de praxe, o editor geral Batista Custódio dos Santos – um dos “Onças” na selva jornalística imaginada por esse escrevinhador – declarou o seu voto finalizando assim:

“E voto no meu amigo Iris Rezende Machado porque sei que está no meu voto amigo o voto que o amigo Marconi Perillo gostaria de dar no Iris para prefeito de Goiânia hoje”.

Eu não vou ficar fazendo o misericordioso leitor perder tempo recapitulando os currículos desses dois “onças”, só mencionarei que o advogado Iris Rezende Machado, (1933), começou a sua carreira política como vereador de Goiânia em 1958, depois foi deputado estadual, prefeito da capital, duas vezes e governador do estado por dois mandatos, também, além de ministro da Agricultura, no governo José Sarney e ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso. Marconi Ferreira Perillo Júnior, (1963), nascido, portanto, trinta anos depois do “velho cacique”, começou a sua carreira política em 1985 como presidente do diretório  do PMDB Jovem e, simultaneamente, membro do diretório estadual do partido, tendo sido assessor pessoal de, nada mais, nada menos, que o médico visionário, ribeirão-pretano Henrique Santillo, (1936-2002). Marconi Perillo, o “rapaz da camisa azul” foi o mais jovem político, da história do Brasil, a assumir a governança de um estado e o único a governá-lo por quatro vezes. Foi vice-presidente do Senado e o sexto senador mais votado do Brasil.

O misericordioso leitor já imaginou o que ocorrerá se essas duas feras, Iris e Marconi, deixarem, definitivamente, suas diferenças partidárias e governarem o Estado de Goiás unidos e em paz? Vou finalizar transcrevendo o vaticino do Batista Custódio em sua declaração:

“Ambos são ótimos no povo. Os dois unidos, será o melhor para Goiás”.

 

(Henrique Dias, jornalista)

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