Brasil

Quem vai desocupar as escolas estaduais?

Redação DM

Publicado em 28 de janeiro de 2016 às 23:06 | Atualizado há 10 anos

A população goiana começa a se mobilizar para desocupar as escolas da rede estadual de ensino, sobretudo os pais, alunos e educadores prejudicados pela ocupação truculenta, ilegal e sem sentido, que é comandada por sindicalistas e militantes partidários de oposição ao governo estadual. São mais de 16 mil alunos que estão impedidos de estudar por um grupinho que não passa de 150 pessoas. Isto é um absurdo que precisa ser corrigido. Não é possível que alguns radicalóides se arroguem o direito de falar em nome da comunidade escolar e do povo, mas não consigam reunir mais do que os mesmos de sempre, que estão em todas as manifestações contrárias a qualquer coisa.

Felizmente, os pais, alunos e educadores que realmente têm compromisso com a educação, estão se conscientizando de que é necessário conhecer, aceitar e dar um voto de confiança ao governo de Goiás, que não quer impor nada e nem vai privatizar nenhuma escola. Repita-se aos recalcitrantes: não haverá cobrança de taxas, mensalidades, materiais e qualquer outra despesa aos pais e alunos. Os educadores continuam com os mesmos direitos e funções. Os professores temporários vão ser contratados pelo regime da CLT, com todas as garantias e piso nacional de salários.

A proposta de gestão compartilhada com as Organizações Sociais é um avanço inquestionável e irá mudar para melhor as escolas públicas, que continuam gratuitas, de livre acesso e vão ganhar em qualidade, pois, os diretores, que continuarão a ser eleitos, vão dedicar seu tempo à parte pedagógica, que é o motivo de ser da educação; ficando a parte burocrática, administrativa e de infraestrutura por conta das OSs.

As nossas escolas foram quase todas reformadas há pouco tempo, mesmo assim, muitas delas já apresentam problemas como infiltrações, goteiras, banheiros estragados, parte hidráulica danificada, carteiras sem condições de uso e salas de aulas sem o devido conforto para os alunos e professores.

Se Estado fizer um novo processo de licitação para resolver os problemas que surgiram em algumas unidades, a demora pode ser de meses ou anos. Com a gestão compartilhada, as OSs que se qualificarem e forem selecionadas para o contrato de gestão, terão prazos, metas e resultados a serem apresentados rapidamente, sem as amarras burocráticas que emperram a administração pública.

Com o crescente esclarecimento dos pais e alunos, já foram desocupadas quatro escolas em Goiânia. A tendência é que mais pessoas entrem nessa luta pela desocupação, pois, sem aulas, as crianças e adolescentes ficam sem ter o que fazer em casa, gerando transtornos aos pais que precisam trabalhar e não têm com quem deixar seus filhos.

Por outro lado, a Justiça já determinou a desocupação de várias escolas. Agora é a hora de ver se esses gatos pingados vão cumprir a determinação da Justiça, dando um demonstração de respeito às Leis, ou se vão torcer pelo quanto pior melhor, esperando que as forças de segurança sejam obrigadas a expulsá-los à força. Parece que isso é tudo que eles querem para se fazerem de “vítimas inocentes da truculência do Estado”.

Ao contrário do que dizem os defensores dos militantes partidários e sindicalistas, nas escolas já desocupadas o que se viu foi destruição, vandalismo e completo desrespeito aos bens públicos que custam tanto dinheiro dos contribuintes. A farsa de que eles estavam estudando, debatendo e cuidando das escolas, caiu.

Portanto, está nas mãos da verdadeira comunidade escolar a multiplicação do esforço coletivo pela retirada pacífica dos ocupantes das escolas, que são poucos e não podem resistir de maneira inconsequente.

 

(João Aquino Batista, jornalista e escritor)

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