Brasil

Rezende Monteiro e o caderno

Redação DM

Publicado em 20 de janeiro de 2022 às 18:16 | Atualizado há 4 anos

Antônio Rezende Monteiro (1923-1986) foi vice-governador de Goiás, durante o Governo de Mauro Borges (1960-1964). Foi deputado federal por Goiás durante vários mandatos, era considerado uma figura folclórica da política goiana, natural de Caiapônia, era branco, forte, olhos claros e gostava de trajar um terno azul marinho. Era comum vê-lo constantemente, na Avenida Goiás, em frente ao Grande Hotel, conversando com os seus admiradores e correligionários, tratando a todos com respeito e distribuindo sorrisos.

O Jornalista Batista Custódio, além de conterrâneo de Rezende Monteiro, era também seu grande admirador, inclusive, ele homenageou Rezende Monteiro com um dos seus brilhantes artigos publicados no antigo jornal “Cinco de Março”, cujo título era: “O Empoeirado Rezende Monteiro”. Rezende Monteiro também era considerado um excelente orador e geralmente iniciava os seus discursos citando os nomes das cidades goianas: – De Itumbiara a Aragarças, de Aragarças a Tocantinópolis, de Tocantinópolis a Posse, desde a pequena Brazabantes até a nossa querida Goiânia”.

Existem muitas estórias cômicas envolvendo o hilariante deputado Rezende Monteiro, dentre elas, a do “filho ingrato”, a da “cerveja quente”, mas hoje vamos falar sobre a estória do caderno. Em uma de suas campanhas para a sua reeleição no antigo Norte de Goiás, hoje, Estado do Tocantins, Rezende Monteiro chegou em uma localidade próximo a Porto Nacional, após, a sua costumeira recepção aos seus eleitores que consistiam em tapinhas nas costas, abraços, beliscão na barriga e o seu jargão preferido – “Ô Curraleiro” -, um dos eleitores presentes ao evento político aproximou-se de Rezende Monteiro e lhe disse: – “Deputado, minha filha está desempregada e está precisando muito de trabalhar, será que o senhor não poderia arrumar um emprego para ela? – Sim, na hora, Rezende Monteiro chamou o seu assessor e pediu que ele anotasse no caderno o pedido do seu eleitor, o assessor o chamou de lado e cochichou baixinho no seu ouvido: – Deputado, o caderno está cheio, onde eu anoto? O deputado respondeu: Joga esse caderno fora, compra outro e anota o pedido no caderno novo.

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