Sábado feliz em Caldas Novas
Redação DM
Publicado em 26 de março de 2017 às 02:40 | Atualizado há 9 anos
Os leitores que seguem meus pobres escritos no meu blog (http://penapoesiaporluizdeaquino.blogspot.com) ou na última página do DM (www.dm.com.br), na edição de domingo, hão de se lembrar que um vereador de Caldas Novas tentou me ofender, chamando-me de “escritor de boteco”. Essa coisa rendeu… Além de um publicitário improvisado em função de jornalista tentar dar veracidade ao edil, muitos dos caldas-novenses, nativos e adventícios, escolheram valorizar-me.
Como é da praxe, os exageros negativos que meus detratores tentaram listar não prosperaram – mas os meus simpatizantes foram além, proporcionando-me espaço e adjetivos altamente favoráveis.
De tudo, valem-me as atitudes da musicista Stella Fleury, presidente da Academia de Letras e Artes de Caldas Novas, e da bibliotecária Helena Carvalho, convidando-me para o aniversário da Biblioteca Prof. Josino Bretas, em 31 de janeiro. Depois, no sábado, dia 18 de março, Stella Fleury tomou posse, festivamente, na presidência da Alacan, ocasião em que, ao lado de outros confrades acadêmicos e artistas notáveis de Caldas Novas e do Estado, fui agraciado com um Diploma de Mérito.
Alegria enorme no reencontro com confrades e conterrâneos. Dentre estes, a secretária de Cultura Gabriela Azeredo Santos, que é também vice-presidente da Academia. Gabriela, que é mestra em Literatura pela PUC Goiás, traz consigo a linhagem nobre do avô Oscar Santos, que se despediu na solenidade de um centenário de grandes serviços prestados à Caldas Novas e a Goiás. Foi dele a sugestão ao governador Leonino Caiado para a criação da Goiastur – o órgão oficial de turismo, criado para fomentar o turismo no Estado, e naturalmente com foco no nosso principal atrativo – as termas de Caldas Novas. Infelizmente, Caldas Novas jamais foi contemplada por ações da Goiastur, talvez por isso a cidade tenha crescido desordenadamente, do que resultam graves problemas urbanos.
Ex-secretária da Educação, secretária da Cultura e vice-presidente da Alacan, Gabriela merece muitos votos meus de confiança, na construção de grandes feitos pela memória da sociedade a que pertenço pelo direito de nascimento e hereditariedade – um dos meus ancestrais, pela linhagem de minha avó paterna, é o descobridor das termas de Caldas Novas, Martinho Coelho de Siqueira.
Mas uma novidade encheu-me de alegria diferente, e achei-a num evento trivial para um jornalista e escritor com tantas décadas de vivência. Adriana – ou apenas Dri – pediu-me uma entrevista, ao vivo, na Rádio Gospel, às 9 horas da manhã do mesmo sábado. Acordei mais cedo em Hidrolândia e tomei a estrada. Pouco antes do combinado, lá estava eu – e o encontro, entre sorrisos e abraços, mostrou-me uma bela profissional, ao lado do marido e colega Tyrone, e da filha Mary, que também atua na equipe, além do “filho recente” Valdo.
Conversamos, por duas horas, sobre letras e notícias, mas sobretudo sobre Caldas Novas “das antigas” e dos tempos atuais. Família afinada, bem harmonizada nos sorrisos e no trabalho – coisa rara, nos tempos cibernéticos. Fizemos muitas fotos e vídeos, na manhã radiofônica e na noite de gala, marcada por mostra de artes plásticas e fotografias e autógrafos pelos escritores confrades.
A festa acadêmica foi possível graças ao apoio do hotel Ecologic Park, disponibilizando-nos o hall e alguns salões. E minha terrinha natal, simples e acolhedora, brindou os hóspedes do suntuoso hotel com música clássica e popular, além de poesia.
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(Luiz de Aquino, jornalista e escritor, membro da Academia Goiana de Letras)