Salário mínimo sobe para R$ 1.621 e redefine benefícios em 2026
Redação Online
Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 15:52 | Atualizado há 5 meses
O crescimento real do salário ficou abaixo do que permitiria a regra original de valorização
O salário mínimo no Brasil passa a ser de R$ 1.621 a partir desta quinta-feira (1º/01). O reajuste representa alta de 6,79% sobre o valor anterior, de R$ 1.518, e considera a inflação acumulada pelo INPC em 12 meses até novembro, além de um ganho real limitado pelas regras do arcabouço fiscal.
O crescimento real do salário ficou abaixo do que permitiria a regra original de valorização. Sem o teto imposto pelo novo arcabouço fiscal, o mínimo teria alcançado R$ 1.636 em 2026. A limitação busca frear o aumento de despesas obrigatórias e preservar o equilíbrio das contas públicas.
Aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo INSS no valor mínimo passam automaticamente para R$ 1.621, o que afeta milhões de beneficiários em todo o país.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, também passa a ser pago no valor de R$ 1.621.
O valor do abono salarial do PIS/Pasep e o piso do seguro-desemprego acompanham o novo salário mínimo e altera os cálculos feitos ao longo de 2026.
O reajuste atualiza o teto de causas no Juizado Especial Cível e eleva o valor da contribuição mensal do MEI, que é calculada como percentual do salário mínimo.
A política retomada pelo governo Lula prevê reajuste com base na inflação mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Em 2024, a economia cresceu 3,4%, mas apenas 2,5% desse avanço entrou no cálculo, conforme o limite fiscal vigente.
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