Salve Maria, cheia de graça e bondade
Redação DM
Publicado em 7 de outubro de 2015 às 22:39 | Atualizado há 11 anosEm 15 de fevereiro de 1948, o lar humilde e generoso do casal Abrão Felipe do Nascimento e Ernestina Luzia Nascimento, engalanado e feliz, abria os braços do coração, para receber o quinto rebento advindo de sua amorável e harmoniosa união conjugal. Ao nascer em Goiânia vindo a lume na abençoada terra de Anhanguera aportava-se ao mundo físico uma linda garota, esbelta e meiga que recebeu na pia batismal e no cartório de registro civil o nome de Maria das Graças Nascimento. A sua, vaticinavam os anjos do Céu, haveria de ser como efetivamente foi, a senda de uma trajetória extremamente abençoada, porém árdua e difícil a ser por ela percorrida com serenidade e equilíbrio com passos estugados e firmes.
Adepta fervorosa de Maria a Santíssima e doce mãe de Jesus, a encantadora Maria que aqui ouso render simples e merecida homenagem através deste singelo e despretensioso artigo de minha humilde lavra, não “passou pela vida em branca nuvem e nem em plácido repouso adormeceu”. Mulher guerreira e determinada, com uma fé fervorosa e inquebrantável na sua santa doutrina do Catolicismo Romano, desde o seu nascimento apresentava-se como uma menina também predestinada a crescer como efetivamente cresceu “em estatura, sabedoria e em graça diante de Deus e dos homens,” ávida por encontrar “paz no vale”.
Oriunda de berço católico e cultora permanente da humildade, da generosidade, da fraternidade, do amor e da paz, a bela e encantadora jovem cresceu célere física, moral e espiritualmente. Ao depois se enamorou, noivou e finalmente de consorciou matrimonialmente com o inteligente e vigoro advogado Francisco Rodrigues Vale. E aquele ilustre benfeitora da humanidade que já era uma criatura extremamente valorosa passou a valer muito mais revestindo-se da indumentária de “rainha do lar” e agregando ao seu nome o “Vale”, apelido de família de seu marido, passando a ser chamada e conhecida como Maria das Graças Nascimento Vale.
Desta união harmoniosa, duradora e feliz que perdurou por mais de 40 anos, adveio o nascimento de seus dois filhos: Luciene Nascimento Vale de Paula Leite, casada com Flávio de Paula Leite é mãe extremosa de Eduardo e Monique e Francisco Rodrigues Vale Júnior casado com Renata da Veiga Vale e pai de João Victor, Henrique e Mariana.
Graças aos princípios da doutrina religiosa esposada pelos troncos daquela família tradicional católica e que 1940 veio de Nova Aurora para ser pioneira na edificação da capital de Goiás, Maria das Graças foi desde tenra idade iniciada e educada no Catolicismo Romano onde aprendeu a cultivar fé e amar e servir incondicionalmente a Deus e ao próximo.
Aquela jovem alegre, encantadora e feliz que outrora fora uma risonha promessa ao depois concretizada na vivência do amor sublime de uma profícua e exitosa existência física, marcada indelevelmente pela sua graciosidade, pela simpatia e pela generosidade, aprendeu e especializou-se na arte de saber enfrentar, combater e vencer a adversidade. Em determinado momento de sua brilhante trajetória pelos íngremes e abençoados caminhos da vida temporal foi agraciada e por merecimento foi visitada pela bênção da dor. Cristãmente soube acolher a maior educadora do mundo com coragem e resignação, serenidade e equilíbrio, com tolerância e inesgotável paciência. Estava consciente de que a mensageira divina viera abrir caminho para a chegada do anjo da morte. Este mensageiro do Céu às criaturas, implacável justiceiro da verdade e embaixador da paz e da esperança, que neste caso entendemos apareceu precocemente para arrancá-la dos braços de seus familiares e do amável convívio de sua imensa legião de amigos, não turvou sua esperança e nem arrefeceu sua fé. Corajosa e destemida, aquela mulher guerreira que esbanjava paz interior e esparzia a luz da bondade como educadora em Goiânia, notável e conceituadíssima servidora da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás, da Delegacia de Fiscalização de Trindade, da Delegacia Fiscal de Goiânia e da estatal Metais de Goiás S/A., se confunde com a própria história política administrativa de Goiás. Valorosa, inteligente e prestativa 1980, já formada em Direito prestou relevantes e inestimáveis serviços na Secretaria Estadual do Planejamento e à extinta Cohab – Companhia de Habitação de Goiás, onde exerceu com extrema habilidade e raríssima competência os cargos de chefe do Departamento Social e Pesquisa, secretária geral e assessora jurídica daquela conceituadíssima empresa. Em seguida realizou um trabalho notável como exímia redatora do Palácio das Esmeraldas, antes de ser guindada, por merecimento e, sob a égide de meu Governo ao honroso cargo de Superintende e Administradora do Palácio onde permaneceu até o término de meu mandato em 1998. Sua inteligência invulgar, sua comprovada capacidade de trabalho, seu enorme desejo de bem servir à causa pública, sua induvidosa lealdade, sua serena coragem, sua imensa dedicação e seu acendrado amor a Goiás e ao Brasil credenciaram-na a trabalhar comigo no Senado da República exercendo ali a sublime missão de assessora parlamentar onde permaneceu até 2007 quando findou meu mandato de senador. A vida religiosa desta abençoada serva de Deus e ilustre benfeitora da humanidade que passou pela vida física semeando bondade, deixando pegadas de amor e um rastro de luz pelos caminhos percorridos é um exemplo luminoso digno de ser seguido pelas futuras gerais do país verde amarelo.
Desempenhou sempre sua gloriosa missão de servir à causa do luminoso Evangelho de Jesus sempre ao lado do esposo Francisco Vale que deixou o mundo das formas a quase uma década como vice-presidente nacional do movimento de casais – Ovisa (Orientação para a Vivência Sacramental), da Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Ultimamente ela exercia a veneranda missão de ministra da Eucaristia na Reitoria Nossa Senhora das Graças. Figura carismática e humanitária, de incontestável e expressiva liderança, Graça fora e é um exemplar humano de raríssimas qualidades morais. Filha amorosa e obediente. Esposa compreensiva dedicada e extremosa. Mãe cuidadosa, fantástica e extraordinária. Avó apaixonada e exímia “estragadora” dos netos a quem amava tanto e procurava fazer todos os seus desejos. Amiga dedicada e fiel companheira de seus amigos. Conselheira amável, fraterna e de extrema amorosidade. Exímia servidora cujos exemplos de lealdade e retidão constituem-se em precioso legado para as futuras gerações, com reflexos positivos no desenvolvimento e no salto de qualidade alcançado por Goiás rumo ao seu venturoso futuro.
Findo o prazo de seu exílio ao mundo corporal vitimada por uma doença física irreversível ela decide aceitar o misericordioso convite do Grande Arquiteto do Universo e regressar à pátria espiritual naturalmente para habitar uma das muitas moradas da casa do Pai. A 16 de setembro de 2015, diante do exaurimento das forças físicas e embora ainda jovem, mas trazendo na face a marca de muitas andanças pelo caminho do tempo, esta notável e veneranda mensageira do bem e ilustre benfeitora da humanidade deixa precocemente o nosso amorável convívio e vai morar no Céu.
Ao longo de sua amistosa e amorável convivência conjugal e familiar, Maria das Graças revelou-se uma mulher fidalga, de fino trato e ao mesmo tempo humilde, serena, equilibrada, esposa dedicada e fiel, mãe extremosa e exemplar, servidora e amiga inseparável de todos, ofuscando sua própria luz interior, tudo fez para que a resplandecente a estrela do Evangelho luminoso de Jesus que procurou vivenciar em sua maior pureza e com extremado fervor. Sem olvidar seus compromissos de mãe e rainha do lar, ela sempre se postou com bravura, compreensão e serena coragem ao lado do marido, dos filhos, do genro, da nora e dos netos nos bons e nos maus momentos de sua vida, oferecendo a eles muita compreensão, enorme carinho e acendrado amor. Ao saudá-la afetuosa e carinhosamente nesta homenagem derradeira ouso imaginar ser incondicional o apreço e o amor por ela devotado ao semelhante, exatamente da forma prescrita pela madre Tereza de Calcutádiario: “Amar é doar-se até doer.”
A todos os seus familiares, especificamente aos filhos Luciene e Francisco Júnior, à nora Renata, ao genro Flávio e aos seus cinco netos encantadores, meu abraço fraterno na esperança de que Deus os console e com a inabalável certeza de que aquela mensageira da vida, da esperança e da paz, embaixadora do Céu à terra, passou pela vida física deixando pegadas de amor e um rastro de luz pelos caminhos percorridos.
(Maguito Vilela, ex-governador e prefeito de Aparecida de Goiânia)