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Segundo atirador pode ter participado de ataque na Tunísia

Redação DM

Publicado em 29 de junho de 2015 às 00:13 | Atualizado há 11 anos

SOUSSE — O relato de uma das vítimas do ataque na praia de Sousse, na Tunísia, aponta para a atuação de um segundo atirador. A enfermeira britânica Kirsty Murray, que estava com seu noivo Radley Ruszkiewicz, afirma que ambos foram alvejados por outro suspeito, que não era Seifeddine Rezgui — o atirador morto pela polícia após o ataque.

O pai da vítima, Ney Murray, que está no hospital onde ela recebe atenção médica, afirmou, ao jornal “Daily Mail”, que Kirsty e seu noivo estão certos de que um segundo criminoso os atingiu.

— Tanto ela quanto seu noivo dizem que havia mais um atirador. Uma pessoa não é capaz de fazer tantos danos dessa maneira — informou Murray.

Segundo ele, sua filha afirma ter sido baleada com uma arma menor do que o fuzil AK-47 encontrado com Rezgui, após ser morto pelos policiais.

De acordo com Murray, a filha correu de volta para o hotel após ouvir o barulho de tiros.

— Uma granada explodiu, em um espaço muito pequeno. Ela acabou em um beco sem saída e foi aí que ele atirou em suas pernas, bem de perto. Então, ele foi atirar em outras pessoas, na cabeça e nas pernas. Ele estava atirando nas pernas das mulheres e nas cabeças dos homens e esteve atrás delas algumas vezes, mas ela se fingiu de morta — relatou o pai da enfermeira, ao “Daily Mail”.

SUSPEITOS SÃO PRESOS

De acordo com o Ministério do Interior da Tunísia, as autoridades tunisianas prenderam um grupo de suspeitos de envolvimento com Rezgui.

— Vamos encontrar todos os envolvidos, que tenham dado apenas apoio logístico ou não — disse o ministro Najem Gharsalli, nesta segunda-feira, acompanhado pelos ministros de Reino Unido, França e Alemanha.

Segundo o ministro, as autoridades ainda investigam se Rezgui foi treinado em campos jihadistas na Líbia. Não foram dados mais detalhes sobre as prisões.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque da última sexta-feira, que resultou em, pelo menos, 39 mortes na Tunísia.


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