Simplesmente sonhei que sonhava
Redação DM
Publicado em 12 de junho de 2016 às 02:01 | Atualizado há 10 anosSonhei que sonhava um sonho muito bom, compreendi então que podia ser ainda melhor se você sonhasse e compartilhasse também desse sonho.
O mundo do sonho era pleno de felicidade. O ápice: as crianças eram educadas em escolas plenas de respeito ao próximo e à natureza divina. Por essência tinha o homem moral e por tal consideração busquei alongar o sono numa tentativa de não defrontar com a realidade dura que endurece a raça humana. Vã tentativa!
Despertei e voltei a me deparar com a realidade pura, dura, crua e fria que transforma o ser humano em máquina. Mas, no meio desse lamaçal de incompreensões humana, de holocaustos e insensibilidade recebi, se não o melhor, um dos maiores e melhores presentes que nos credencia filhos de Deus: o sorriso de uma criança. Filhos! Filho do filho, o nascer do ser fruto do ser, uma criatura que nos afiança a inabalável confiança do Criador na sua criação.
Hoje tive um despertar diferente e intrigante. Acordei com o pensamento ligado ao Eterno e repleto de indagações que até então nem levemente haviam me sondado. É certo que muitos questionamentos sobre assuntos existenciais haviam permeado meu espírito e minha alma através da mente puramente humana, ou seja, em momentos que a razão como instrumento do ser humano promove seus experimentos do pensar no laboratório mental, ora dissociado do componente instintivo que compõe toda criação animal, ora conjuntamente, mas, até então nunca conexo ao puramente divino que chega pela inspiração do espírito que nos liga ao Todo da Criação, o Santo Espírito.
Quantas maravilhas acenderam em mim a concretização dos questionamentos sobre a existência do mundo invisível que buscamos enxergar através do espírito, da alma que nos anima. Eu vi concretamente o maravilhoso mundo que avidamente buscamos pela fé.
A candeia, o lume, a lanterna ou o farol que focamos em direções diversas buscando enxergar a Graça da presença imortal do Criador é o grande equívoco que muitos ainda cometem, uns por negligência porque ainda não despertaram, outros por opção viram, enxergaram, mas, decidiram pelo errado. É verdade, também, que muitos já descobriram o caminho e por ele enveredaram e convidaram milhões de próximos a segui-los, mas diversos não só não o fizeram como buscaram outros caminhos. Ainda outros encontraram e se calaram por razões diferentes. Loucos, poderiam ser assim ofendidos ou acusados. Ignorantes, poderiam assim ser considerados pelos sábios da terra. Quantas outras situações e considerações poderiam ser vitimados, porque existe uma máxima que retrata a existência do ser terreno: “maldito será o homem que tentar por freio no homem.” Contudo, crente na força divinal, a trombeta do despertar do Criador é sopro que apaga maldição e acende a luz interior que existe em todos os seres da criação. Eis a razão da anunciação: despertar!
O Anjo criador, ou do Criador, encontra-se em você e com você. Converse com ele e sinta a sua presença. Ele quer se manifestar, mas, para isso ocorrer é preciso que você permita que aconteça através da sua vontade. O seu desejo é a chave para uma convivência maravilhosamente feliz. Sim, quando você o sentir e o tiver frente a frente conhecerá, com a maior segurança jamais imaginada, como o Criador é generoso e bom, e assim poderá se permitir mais do que um somente arguir um celebrar.
Simplesmente sonhei que sonhava.
(Miron Parreira Veloso, jornalista, radialista, escritor, bel. C. Contábeis, gestor público. Livro publicado: Gestão Pública – Prática e Teoria (UEG))