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Sobre os novos rumos da psicologia médica

Redação DM

Publicado em 15 de abril de 2016 às 02:33 | Atualizado há 10 anos

Incontestavelmente, o Espiritismo Científico vem trazer à Medicina um valioso contingente de fatores para ampará-la na sua cruzada contra a dor o desespero e o sofrimento. Não podemos mais negar a influência espiritual diante das enfermidades e seus possíveis tratamentos, buscando novos caminhos para ajudar aqueles que sofrem de doenças físicas e psicológicas.

É inquestionável, sim, porque esses fatores novos, pelo valor e pela eficiência de que são revestidos, além de provocarem uma reforma geral nos seus princípios provadamente instáveis lhe fornecerão, também, meios e conhecimentos indispensáveis para explicar sintomas, reforçar estudos já iniciados, encaminhar novas experimentações, obrigando-a, enfim, a uma transformação quase geral, tão extensa que se refletirá em todas as demais partes em que se subdivide a Ciência Médica, até agora apoiada em inúmeras causas conservadas como hipóteses à espera de novas investigações que virão confirmá-las ou não.

A Anatomia e a Fisiologia vieram delimitar, descrever e explicar o funcionamento de quase todas as partes componentes do corpo humano, permitindo as classificações de conformidade com o equilíbrio ou os desequilíbrios resultantes do bom ou mau funcionamento dos diversos órgãos e sistemas.

A dualidade entre corpo e mente vem dando lugar a uma correlação profunda entre ambos. A mente age de maneira vigorosa sobre o corpo, produzindo sensações e sentimentos, enquanto que este influencia poderosamente as emoções e o pensamento, tornando-se poderosa fonte de informações.

Quando o Ser Humano atinge a maturidade psicológica, os seus atos caracterizam-se pelo equilíbrio, honradez e dignidade, confirmando o seu estado de evolução, que o diferencia do biótipo comum ainda transitando na infância do conhecimento de si mesmo.

Em razão disso, as tarefas a que se entrega são executadas de maneira consciente e responsável, merecendo a melhor atenção e esforço que lhe estejam ao alcance.

Sob a influência do mundo moderno: computadores, internet, competições desordenadas e desonestas, corre-corre do dia a dia, tem aumentado, assustadoramente, os processos de doenças psicoemocionais de toda ordem.

O pessimismo que consome os mais fracos, lentamente contamina os menos resistentes e avança em direção aos fortes, na condição de morbo perigoso.

É necessário que te mantenhas em atitude estóica em relação a essas ocorrências, preservando a coragem da fé e o entusiasmo na luta.

Inevitavelmente, a existência física é um aprendizado de longo e exaustivo curso, sob todos os aspectos considerados. Desse modo, os conflitos internos que ressumam do passado ou que se originam no presente, quando, periodicamente, pareçam dominar as tuas ações, diminuindo-te o ardor, o entusiasmo necessário à vitória, analisa-os com tranquilidade e dilui-os, uma a um, com lógica e a razão, sem irritação nem desequilíbrio de qualquer natureza.

Muitas doenças tratadas como orgânicas, não essencialmente de origem fisiológicas, mas de natureza Psicológica e Espiritual.

Casos existem, nas classificações da Medicina oficial, em que os doentes têm suas visões imaginativas de animais ferozes, raios, mostrando-se doente, aterrorizado, gritando por socorro, procurando, uns, se esconder, outros, se defendendo, estampado na fisionomia todos os característicos do medo, demonstrando todas as fases da luta interna que sustenta.

Inúmeros animais microscópicos ou grupos de bichos gigantes invadem a sua cama e o seu quarto, comendo lentamente o seu corpo, muitas vezes, também, enroscado por cobras monstruosas que o apertam e torturam, quebrando-lhe os ossos.

Outros, ainda, nada aceitam para beber ou recusam, sistematicamente, as refeições, pois nelas pressentem cheiros extravagantes ou mau gosto insuportável ou porque lhes querem propinar veneno.

Nos casos de demência precoce, caracterizados pela intensidade das alucinações, predominam as auditivas, surgindo desde o início do mal.

São insultos e ameaças que o doente ouve constantemente.

Nas parafrenias, principalmente, confabulatorias e fantásticas, os delírios de perseguição são característicos, durante, por vezes, anos, e mais terríveis por serem mantidos por alucinações, vendo almas do outro mundo, esqueletos, satanases ou inimigos horripilantes, lançando lhe injúrias e ameaças.

Delírios religiosos encontram-se a todo o momento… rezas, ladainhas, visões de santos.

O delírio sistematizado, alucinatório, crônico é tão rico desses acontecimentos, que existem, mesmo, teses de professores, orgulhosos da sua apresentação e cônscios das razões que mostram para explicá-los.

Caracterizam-se, principalmente, pelas alucinações do ouvido, e essas devem ser tão perfeitas que o doente está convencido de que seja a pura expressão da realidade.

A princípio, sons confusos, depois sílabas destacadas, depois frases isoladas e, finalmente expressões completas! No início, não reconhece a voz de quem lhe fala, chegando, por fim, a identificar essas vozes que o torturam continuamente, com palavras insultuosas, atribuindo-as até as pessoas já falecidas!

A mim não importa a discussão ou a crítica dos meios pelos quais a Medicina oficial procura explicar esses fenômenos comuns em quase todos os tipos de loucura. A ela, sim, deve importar o que lhe fala, agora, Medicina Espiritual.

Esta ultima, por exemplo, isto é, as zoadas que se vão transformando de sons confusos até frases perfeitas, identificando vozes de pessoas já falecidas(!) acha a Medicina oficial que pode ser devidas a um pouco de cera no ouvido, a catarros nas trompas de Eustáquio, a modificações de pressões sanguíneas nos canais semicirculares do ouvido médio, anemia ou hiperemia ou a qualquer outra afecção do labirinto.

Mas atribuir todas essas coisas a distúrbios do organismo, a anemias ou hiperemias de vasos que irrigam o cérebro, a desequilíbrio funcional, a toxinas que invadem a torrente circulatória e a mil outras causas mais, é estar muito, muitíssimo longe da realidade.

Nesse ponto, que me perdoe, a Psiquiatria está errada, tateando quase às cegas, e esse absurdo é tamanho que ela não pode mais continuar se apoiando nessas teorias, delas fazendo um escudo e, em torno delas, fazendo girar quase toda essa terapêutica, reconhecida ineficaz, para amparar os torturados entregues aos seus cuidados.

Sabe-se que o alienado pode pensar, raciocinar, e ocorre que ele viole as leis da lógica, baseando-se em dados errados e que se enfeite de alucinações e ilusões.

As causas, até agora apresentadas para explicação desses enfeites, estão erradas como erradas estão às terapêuticas empregadas para debelá-las, tanto que os hospícios vivem cheios e as médias de curas são desanimadoras.

Os psiquiatras estão no tempo de tirar as vendas que lhes empanam a vista – o orgulho e a crítica infundada contra o Espiritismo, para encarar, de frente, os estudos e as pesquisas que lhes oferecem a Ciência e Filosofia espiritualistas.

Sem o amparo do Espiritismo Científico, a Psiquiatria jamais poderá dar explicações racionais para esses fenômenos que, até agora, se contentou em classificar para tal ou tal moléstia, sem achar-lhes a origem real; razoável.

Com estudo do corpo material, do Espírito e do Perispírito, a Ciência médica estará de posse da verdadeira chave científica, para abrir as portas da biblioteca, onde encontrará os livros com as explicações racionais para os fatos que tanto a têm preocupado.

Finalmente, podemos dizer que mais de oitenta por cento dos diagnósticos de esquizofrenia estão equivocados, quando não se leva em consideração a mediunidade e as cobranças de débitos efetuados em vidas transatas.

 

(Dr. José Geraldo Rabelo, psicólogo holístico, psicoterapeuta espiritualista, parapsicólogo. Filósofo clínico. Artista plástico. Prof. Ed. Física. Especialista em família, depressão, dependência química e alcoolismo. Escritor e palestrante. Emails.: [email protected] e [email protected])

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