Sobre viventes sobreviventes
Redação DM
Publicado em 3 de fevereiro de 2016 às 22:51 | Atualizado há 10 anosPior do que morrer uma única vez
E de uma vez por todas,
É vivo, ter de carregar o peso do vazio deixado.
É ser lançado no nada,
No caos do não sentido.
É deixar de ver entre frestas
E ter esfregado no nariz feito
Cachorro que fez arte, de dono filho da puta,
O real em sua forma bruta e única.
É ser despedaçado por dentro,
Milímetro por milímetro.
Porque o pior tipo de fratura,
É a fratura da alma.
Pior do que morrer uma única vez
E de uma vez por todas,
É vivo, ter de procurar algum sentido
Ao que não tem sentido algum,
Não achar,
E estar sujeito a isso todos os dias.
(André P. Duarte, via e-mail)
Numerologia
Tudo dá errado com a Dilma, e o Brasil vai junto com ela. Não acredito nem entendo de numerologia, mas, por via das dúvidas, será que se ela deixasse de lado essa palhaçada de ser chamada de presidenta e passasse a ser presidente do Brasil a sua sorte, e consequentemente a nossa, não iria mudar?
(Ronaldo Gomes Ferraz, via e-mail)
Bancoop, o ninho de petistas chupins
Em 2010, em plena campanha eleitoral – e apesar do pranto das famílias de cooperados que investiram nos apartamentos prometidos pela Bancoop e perderam seu patrimônio atemorizados por estarem sob ameaça de processo e até de despejo – Dilma Rousseff e Vaccari Neto desmentiram o desvio de dinheiro da cooperativa, e ainda disseram que tudo não passava de artimanhas da oposição. Hoje se sabe que é verdade, e que a OAS terminou, a pedidos, três torres dentre dezenas de edifícios inacabados, e os transformou em ninhos para os amigos petistas. Os outros… ora… que se lixassem.
No Edifício Solaris da Praia das Astúrias, no Guarujá, os sortudos foram Lula e Marisa Letícia com uma cobertura triplex com elevador privativo; Vaccari Neto; um primo de Luiz Gushiken, de nome Heitor; Ana Maria Érnika, diretora financeira da Bancoop; Simone Pereira Godoy, mulher de Freud Godoy, que foi segurança de Lula e que teve seu nome envolvido na compra do dossiê contra José Serra! Vizinhança seleta…
Em outras duas torres, na Mooca e no Tatuapé, aparecem outros nomes de petistas premiados: na Mooca, o apartamento 174 pertence a um outro personagem envolvido no caso dos aloprados: Osvaldo Bargas, ex-diretor da CUT. E aparece uma unidade em nome de Mireille Nóvoa de Noronha, filha de Rosemary Noronha, parceira de Lula em tantas viagens inesquecíveis. O irmão de Rose, Edson Lara Nóvoa, também tem apartamento no mesmo prédio. No Tatuapé temos Marice Correia Lima, cunhada de Vaccari, como proprietária do apartamento 193-A do Edifício Mirante do Tatuapé. Ela adquiriu o imóvel junto à Bancoop em 2006, quando o cunhado presidia a cooperativa. No mesmo prédio do Tatuapé, os apartamentos de número 163-A e 173-A estão em nome da Central Única dos Trabalhadores (CUT), onde Marice trabalhou como colaboradora da Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas. A confederação é ligada à CUT e também teve Vaccari como tesoureiro.
Agora, diante de tais fatos, achei formidável a ideia que um amigo de internet lançou no Facebook: convidar as famílias logradas pelo golpe da Bancoop a recepcionarem Lula e Marisa Letícia no dia 17 de fevereiro, diante do Ministério Público, onde o ilustre casal foi intimado a prestar depoimento sobre o triplex do Edifício Solaris do Guarujá. E lembro a todos os demais cidadãos que também se sentiram aviltados pelas ações do ex-presidente, que esta seria uma bela ocasião para livremente prestar-lhe a devida e merecida saudação!
(Mara M. Assaf, via e-mail)
Agora não tem volta
Lula e a sua esposa Marisa Letícia, como investigados, foram intimados a depor pelo promotor de Justiça criminal de São Paulo, Cássio Conserino. O objetivo é que o ex-presidente e a sua esposa expliquem qual foi a mágica de transformar um imóvel adquirido através da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) na Praia das Astúrias, no Guarujá (SP), por R$ 47 mil, e originalmente apartamento de um piso só, em um triplex de luxo, e com elevador privativo, em que somente a reforma custou R$ 771 mil, conforme declaração do próprio engenheiro que executou a obra a pedido da Construtora OAS. O Lula desta vez não pode falar que não sabe de nada… Como desse lero, lero de que o imóvel não pertence ao casal Silva, já que funcionários do próprio prédio citado indicam visitas periódicas ao apartamento com familiares, acompanhados por seguranças pagos pelo povo, para acertar detalhes de decoração, etc. E quem está intimado a depor também é o empreiteiro Léo Pinheiro, amigo do ex-presidente, já condenado a 16 anos e quatro meses de prisão, envolvido na Lava Jato, e que tocou esta obra citada no Guarujá, a pedido da Bancoop e do PT, que estava abandonada, e provavelmente concluída com recursos de propina da Petrobras… E é bom que o casal Lula da Silva explique bem esse negócio, porque o número do apartamento “164 A” poderá substituir no jargão popular o significado do crime conhecido como 171…
(Paulo Panossian, via e-mail)