Suspeito tenta reconhecer união estável após morte da namorada por apê de R$ 900 mil
DM Online
Publicado em 20 de maio de 2026 às 14:50 | Atualizado há 2 meses
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um homem suspeito de tentar obter vantagens patrimoniais após a morte da namorada Giovanna Neves Santana Rocha, que foi encontrada morta em Belo Horizonte no dia 9 de fevereiro, em um caso tratado como feminicídio. Segundo as apurações, ele teria buscado oficializar a união estável com a vítima depois do crime para ter acesso a bens deixados por ela, incluindo um apartamento herdado do pai.
O caso ocorreu em Minas Gerais e ganhou novos desdobramentos após investigadores identificarem movimentações relacionadas ao patrimônio da vítima. De acordo com a polícia, a mulher havia recebido um imóvel como herança familiar pouco antes da morte.
As investigações apontam que, após o crime, o suspeito teria procurado meios para reconhecer formalmente o relacionamento e, assim, reivindicar direitos sobre os bens deixados pela companheira.
A polícia trata o caso como feminicídio qualificado e apura se houve motivação financeira ligada ao patrimônio da vítima. Testemunhas foram ouvidas e documentos relacionados ao imóvel herdado passaram a integrar o inquérito.
Segundo os investigadores, o relacionamento entre os dois era marcado por conflitos e episódios de ciúmes. A vítima foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava.
O suspeito chegou a prestar depoimento e passou a ser monitorado pelas autoridades durante o avanço das investigações. A Polícia Civil também analisa registros bancários, comunicações e documentos apresentados após a morte da mulher.
Familiares da vítima afirmam que o apartamento herdado do pai representava o principal patrimônio deixado por ela. A defesa do investigado ainda não comentou oficialmente as acusações.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.