Vacina contra Covid-19 será produzida em até 18 meses
Salma Ataíde
Publicado em 14 de maio de 2020 às 18:44 | Atualizado há 5 anos
(Foto: Uol/ Folha de S Paulo)
Atualmente existem vários laboratórios pesquisando uma vacina para o novo coronavírus. Porém, mesmo otimistas, os especialistas vêem o processo com cautela e sabem que o resultado não acontecerá repentinamente.
Thaís Guimarães, infectologista do Hospital das Clínicas e do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, sustenta que “é possível que seja fabricada uma vacina em um tempo menor do que o casual, por volta de um ano, uma vez que as pesquisas estão aceleradas pelo contexto da pandemia”.
A médica explica que o processo de fabricação de uma vacina é complexo, prevendo quatro fases até o produto final:
• Fase 1: Busca os anticorpos que funcionem contra aquele antígeno.
• fase 2: Testes in vitro e em modelos animais.
• Fase 3: Representa o estudo de eficácia.
• Fase 4: Compreender os possíveis efeitos colaterais da vacina.
Para ser bem sucedida, uma vacina não pode trazer mais malefícios do que benefícios, ou seja, ela precisa proteger sem deixar o indivíduo mais doente.
No momento, na frente na corrida está a farmacêutica americana Pfizer junto com a alemã BioNTech, que anunciou os primeiros testes em humanos no último dia 4.
A vacina é feita a partir da sequência do RNA viral que codifica a proteína S (de “Spike” ou espécula, em inglês) do vírus, e os cientistas esperam que, uma vez dentro das células, esse fragmento do RNA seja usado para iniciar a produção de proteínas S e, assim, desencadear a reação de defesa do organismo.
A velocidade com certeza é sem precedentes, afirma a infectologista, mas é necessário seguir rigorosamente cada uma das fases de testes antes de ofertar a vacina para a população.