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Vacina experimental contra câncer de pâncreas gera resposta imune em 98,9%

Redação Online

Publicado em 30 de outubro de 2026 às 15:38 | Atualizado há 12 minutos

Ilustração de células cancerígenas, alvo da vacina experimental contra o câncer de pâncreas | Foto: Sebastian Kaulitzki/Science Photo Library/Getty Images
Ilustração de células cancerígenas, alvo da vacina experimental contra o câncer de pâncreas | Foto: Sebastian Kaulitzki/Science Photo Library/Getty Images

Uma vacina experimental contra o câncer de pâncreas provocou uma resposta do sistema imunológico em 98,9% dos pacientes que receberam o imunizante e puderam ser avaliados. O resultado foi observado em um ensaio clínico de fase 2 com pessoas que já haviam passado por cirurgia e quimioterapia. Apesar da resposta imune, a pesquisa ainda não demonstrou que a vacina reduz o risco de retorno do câncer ou prolonga a sobrevida.

Os resultados foram publicados em 23 de outubro na revista científica Nature Medicine. O estudo avaliou a camupepimut, uma vacina desenvolvida para ensinar as células de defesa a reconhecer sete mutações comuns no gene Kras, presente em cerca de 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais frequente da doença.

O câncer de pâncreas tem uma taxa elevada de recorrência, mesmo após o tratamento. A vacina foi desenvolvida para estimular o organismo a identificar células que apresentam alterações no gene Kras, que podem favorecer a sobrevivência e o crescimento do tumor.

O ensaio clínico incluiu 144 pacientes com câncer de pâncreas associado a mutações no gene Kras. Todos haviam sido submetidos à cirurgia e à quimioterapia e não apresentavam sinais visíveis da doença nos exames de imagem no início da pesquisa. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 96 receberam a vacina e 48 fizeram parte do grupo de controle.

Entre os pacientes vacinados, 90 puderam ser avaliados quanto à resposta imunológica. Desse total, 98,9% apresentaram aumento da atividade das células T contra as mutações do Kras. Essas células fazem parte do sistema de defesa do organismo e ajudam a reconhecer e combater ameaças, incluindo células cancerígenas.

Em mais de 80% dos participantes avaliados, a resposta das células T foi pelo menos nove vezes maior do que antes da vacinação. O dado indica que a vacina conseguiu estimular de forma significativa o sistema imunológico dos pacientes.


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