Cidades

Jovem denuncia estupro e agressão, após Parada LGBTQIA+

O caso depende das investigações para ser tratado como caso de homofobia

diario da manha
Foto: Momento da denuncia/ Arquivo Pessoal/Fabrício Rosa

Um jovem de 29 anos denunciou nesta quarta-feira, 11, que foi estuprado e agredido após a 24ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Goiânia. Ele afirma que teve a roupa rasgada e saiu com um ferimento na cabeça.

Ao postar uma foto ferido em uma rede social, o jovem escreveu:

“Mais uma vez a intolerância, a ignorância e o machismo fazem vítimas. Homofóbicos tirem suas mãos imundas do meu corpo, ele me pertence! #vivo e a luta continua”

De acordo com o registro feito no 1º Distrito Policial, o jovem estava caminhando para casa, quando nas proximidades de um colégio no Setor Central, foi forçado por um desconhecido a seguir para umas árvores na calçada de um prédio, onde aconteceu a violência sexual.

Segundo a denuncia que foi feita na delegacia, o agressor queria que ele fizesse sexo oral e, após recusar, recebeu uma pancada muito forte na cabeça com um pedaço de madeira ou ferro. Mesmo ferida, a vítima relatou que o agressor insistiu e o estuprou.

A Polícia Civil investiga a denúncia e de acordo com o delegado Glaydson Divino, o caso foi registrado inicialmente como estupro, mas as investigações vão apontar se o caso se encaixa também como homofobia, especificada na Lei de Racismo.

“O caso foi registrado como estupro, porque a vítima, inicialmente, não foi agredida pelo fato de ser homossexual, e sim porque se recusou a fazer sexo”, afirmou o delegado.

Segundo ele, imagens de câmeras de segurança podem auxiliar nas investigações. “Como a denuncia chegou para a gente nesta tarde, já determinei que uma equipe acompanhe. Vamos tentar conseguir imagens de câmeras próximas para identificar o autor”, afirmou.

Em entrevista ao DM, o Assessor de Políticas LGBTs da Secretaria de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, Victor Hipólito, afirmou que um carro da secretaria foi disponibilizado para que a vítima fosse fazer o Boletim de Ocorrência, o exame de corpo de delito e um exame para possíveis DSTs.

“Após ser socorrido na rua por uma pessoa que o encontrou todo ensanguentado, o jovem foi vestido e levado até o Cais Campinas, onde levou pontos na cabeça. Ele ficou muito envergonhado, mas hoje convencemos ele de ir até a delegacia registrar o caso e também ao IML para fazer o exame de corpo de deleito. É mais um caso claro de homofobia”, disse Fabrício Rosa, da Rede de Policiais LGBTs e coordenador de Segurança da Parada.

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