Cidades

Homem que esfaqueou enteado é absolvido, em Goiânia

O crime aconteceu em 2015 e só agora a sentença foi liberada

diario da manha
Foto: Silvio Túlio

Leomar Leite de Andrade, de 53 anos, acusado de tentar matar o enteado, foi absolvido do crime por júri popular, em Goiânia. O crime aconteceu em 2015, durante uma briga e ele já respondia em liberdade.

O júri foi presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. Durante o julgamento, tanto o Ministério Público como a defesa do réu sustentaram a desqualificação do crime de tentativa de homicídio para lesão corporal.

A própria vítima, Iury Magalhães de Andrade, hoje como 19 anos, disse em interrogatório que considerava o golpe um “acidente” e que não queria que o pai fosse condenado.

Relembre o caso

Em 9 de agosto de 2015, Leomar foi com a família comemorar a data em um clube e lá ingeriu bebida alcoólica. Logo após retornaram para casa e segundo a denúncia, o réu sentou no sofá com a enteada e se declarou para ela. Disse que era apaixonado por ela e lhe deu um tapa nas nádegas.

Yuri, que também é enteado do réu, o questionou. Leomar então, pegou uma faca e o ameaçou. O rapaz correu até a rua e gritou por socorro, foi seguido por Leomar. Fora da casa, o enteado foi atropelado por uma moto. Leomar, por sua vez, partiu para cima do motociclista. Foi quando Yuri o segurou por trás para evitar que ele atacasse o piloto.

Segundo a denúncia feita, nesse momento, conscientemente, o padrasto deu um golpe para trás e acertou o abdômen do enteado. Logo após, foi encaminhado ao hospital mais próximo.

Leomar foi preso pouco mais de um mês depois, mas foi solto após sete meses e, desde então, respondia ao processo em liberdade.

“Não gostaria que ele fosse condenado”, afirmou o enteado

Yuri foi o primeiro a depor. Apesar da facada que levou, ele classificou o caso como um acidente e defendeu o pai, dizendo que não gostaria que ele fosse condenado.

Foto: Silvio Túlio

“A relação entre nós dois não mudou nada. Ele não quis fazer isso, não estava lúcido nem são. Graças a Deus ele parou de beber. Convivo com ele normalmente. Foi um acidente, não quero a condenação dele”, afirma.

Sobre o fato, Yuri afirmou que, para tentar conter o pai, aplicou nele um golpe mata leão e que nem percebeu que havia sido atingido. “Na hora eu nem senti, achei que tinha furado ele. Quando andei, senti uma coisa ruim”, lembra.

Veja a sentença emitida ontem, 8:

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