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Festa de ano-novo na Avenida Paulista é cancelada

"Tanto a Prefeitura quanto o governo entendem como muito temerário organizarmos um evento para 1 milhão de pessoas para dezembro deste ano", alertou o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (11)

diario da manha
Vista aérea da Avenida Paulista. Foto: Getty Images

Durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (17) no Palácio dos Bandeirantes o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou que o tradicional Réveillon na Avenida Paulista está cancelado em virtude da pandemia do novo coronavírus. “Tanto a Prefeitura quanto o governo entendem como muito temerário organizarmos um evento para 1 milhão de pessoas para dezembro deste ano”, argumentou. As informações são do site UOL.

Conforme a reportagem, a avaliação é feita com base na preocupação de se promover um evento voltado à esta grande quantidade de pessoas e o que pode acarretar à população. De acordo com o prefeito, a saúde do povo é um bem maior do que qualquer prejuízo econômico.

“Não há possibilidade de pensar neste momento em uma festa que reúne 1 milhão de pessoas. É um evento muito mais de paulistanos do que para turistas. Não é um momento em que se lota os hotéis da cidade. O movimento é mais de pessoas saindo da cidade”, justificou.

Adiamento do carnaval

De acordo com a matéria, o prefeito também enfatizou que é preciso de no mínimo seis meses para que haja uma organização dos desfiles de escolas de samba. Conforme a reportagem, ele tem conversado com políticos do Rio de Janeiro e Salvador para que outra data seja definida para a comemoração.

“Na nossa cidade também temos o Carnaval de rua, que requer um prazo menor de organização no sambódromo. Em dois ou três meses dá para organizar o de rua. Para a realização no sambódromo, pelo menos seis meses, entre a preparação e ensaios das escolas. Não é apenas aglomeração no dia do desfile, mas duas ou três mil pessoas em uma quadra para ensaiar”, ressaltou.

Segundo o UOL o prefeito também pontuou que a Virada Cultural será online. Ele também destacou que está em diálogo com organizadores da Parada LGBT e Marcha Para Jesus. Assim que uma posição for definida será divulgada, conforme Covas.

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