Cidades

Bombeiro presta depoimento à polícia após ter agredido jovem que denunciou assédio

O caso aconteceu na sexta-feira (18), quando Jair Reis Canhête, de 25 anos questionou o militar depois de ter visto ele tocar no cabelo de uma jovem, no sábado

diario da manha

O 1º sargento Guilherme Marques Filho, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, prestou depoimento na 12ª Delegacia de Polícia de Taguatinga na terça-feira (22), após ter sido flagrado por câmeras de segurança agredindo e ameaçando Jair Reis Canhête, de 25 anos. O jovem havia denunciado o bombeiro por assédio contra uma passageira do metrô.

O caso aconteceu na sexta-feira (18), quando Jair questionou o militar depois de ter visto ele tocar no cabelo de uma jovem, no sábado. Quando os dois saíram da estação, Guilherme perseguiu Jair e, com uma arma, o ameaçou e deu dois tapas na cabeça do rapaz.

Segundo o delegado-chefe da 12ª DP, Josué Ribeiro, o suspeito alegou em depoimento que se confundiu com uma conhecida e negou que houve assédio”, disse o delegado.

De acordo com informações da Polícia Civil, as investigações devem ser concluídas em até 30 dias e mais depoimentos serão colhidos para auxiliar na coleta de provas.

O assédio cometido pelo bombeiro

Para a TV Globo, a jovem que diz ter sido assediada confirmou a versão de Jair. Segundo ela, no dia a jovem estava a caminho de um shopping, no Guará, quando foi tocada pelo bombeiro. Ela preferiu não ter a identidade divulgada.

“Estava na fila para comprar a passagem, quando um senhor [o bombeiro] chegou e passou a mão no meu cabelo. Perguntei o que tinha acontecido e ele saiu de costas, sorrindo”, disse.

Ao encontrar novamente o bombeiro, a moça disse que ele estava sendo questionado por Jair. “Nessa hora, o senhor se apresentou como militar, disse que estava armado e negou o crime, falando que tinha esbarrado em mim.”

“Sei que ele chegou perto de mim e passou a mão no meu cabelo. Ele não é uma pessoa conhecida e não dei liberdade para que fizesse isso comigo”, contou.

Agressões

As agressões contra Jair Reis Canhête ocorreram em uma loja de Taguatinga. Na hora dois funcionários do local saíram, assustados, ao verem o militar apontando uma arma, e dando tapas na cabeça do jovem, e, também aos gritos, o bombeiro chamou a vítima de “safado e vagabundo”. Ele ainda disse para que Jair Reis Canhête saísse para a rua.

“Eu fiquei na estação durante 10, 15 minutos e fui para casa. Só que, quando eu estava indo pra casa, ele estava escondido perto de uma escola e tentou me abordar, com a arma em punho. Quando eu vi isso, tentei correr para dentro da loja e fiquei lá dentro. Fiquei posicionado em frente à câmera pra que pudesse pegar toda a ação dele”, disse o programador.

Jair disse ainda que o bombeiro acariciou o cabelo da jovem. “Depois disso, olhou com aquele olhar de: ‘Você gostou?’. Aquele olhar bem sacana mesmo. Ela ficou ficou pasma, ficou traumatizada. Foi essa a minha revolta, por isso que eu tomei toda essa ação”, lembrou Jair Reis Canhête.

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