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Associação criminosa que extorquia empresários Goianos é presa

Os criminosos obtiveram ilegalmente mais de R$ 1.000.000,00 milhão de reais em propinas

diario da manha
Foto/Polícia Civil de Goiás

Nessa quinta-feira (13) a Polícia Civil de Goiás e o Grupo de Repreensão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) prendeu nessa manhã uma associação criminosa que agia no estado desde de 2016. A organização extorquia diversos empresários goianos, praticando o crime de corrupção, conseguindo obter mais de R$ 1.000.000,00 milhão de reais em propinas.

Policiais Civis, de Catalão, Caldas Novas e Trindade, com apoio do GT-3 cumpriram 14 mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Caturaí, Cristinópolis e Catalão.

A investigação apurou que a quadrilha identificava empresários que estariam interessados em instalar seus estabelecimentos em Distritos Industriais, administrados pela GOIASINDUSTRIAL. A partir dai eles passavam a cobrar valores indevidos desses empresários (propina), chantageando-os para dar andamento nos processos administrativos existentes na CODEGO.

Quando alguns empresários que se recusaram a pagar as propinas, eles passavam a ser perseguidos e ameaçados. Era tão corriqueiro o sistema de vantagens ilícitas que os investigados assinava “recibos das propinas recebidas”. A investigação apurou também que os envolvidos no crime são antigos servidores públicos. Além de familiares e outras pessoas não identificadas, que participaram do esquema de cobranças ilegais, de corrupção.

Os integrantes da quadrilha ostentam vida de luxo, incluindo várias viagens internacionais por ano e aquisição de diversos carros esportivos, além de morar em imóveis de alto padrão. Outro fato que chamou a atenção e indignou a corporação é que esses criminosos ainda solicitaram o auxilio emergencial do Governo federal, atrapalhando o andamento de quem realmente necessitava do benefício. “O que demonstra o total desrespeito dessas pessoas com a sociedade”.

Até a presente data, nove empresas são vítimas do grupo criminoso. Segundo a Delegada Débora Melo, com o andamento das investigações esse número pode aumentar. Os suspeitos foram presos temporariamente e estão à disposição do Poder Judiciário.

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