Cidades

"Não aceitaremos que nenhum advogado seja tratado daquela forma", diz conselheira Valentina

Em encontro com jornalistas, conselheira federal Valentina Jungmann defende minorias em espaços de poder da OAB. Advogada cobra ação efetiva contra espancamento de profissional

diario da manha

Em encontro com jornalistas nesta sexta-feira, 30, durante a realização do evento “Café com a Imprensa”, no Castros Hotel, a conselheira federal e advogada Valentina Jungmann disse que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve ser rápida na busca de Justiça: “A OAB deve cumprir uma das suas finalidades institucionais, pugnando pela rápida administração da Justiça.”
Ela se refere ao caso do advogado Orcélio Júnior, espancado em Goiânia na semana passada, bem como as minorias da advocacia, também violadas em seus direitos – caso dos advogados cegos e demais deficientes com dificuldades para o exercício profissional.
“Com as agressões sofridas pelo colega advogado Orcelio Júnior fica claro que precisamos atuar, de forma intransigente, na defesa das prerrogativas profissionais e na valorização da advocacia”, disse.
Com a presença de diversos representantes de veículos de comunicação do Estado, o encontro serviu para Valentina apresentar alguns dos integrantes do movimento que encabeça e pleiteia a disputa do comando da OAB-GO. Ela lidera a composição e luta por diversas mudanças institucionais que aprimoram o exercício e a participação dos advogados. É o caso do projeto “Paridade Já”, em prática após Valentina realizar a defesa nacional da proposta, que estabeleceu 50% de participação do gênero feminino nas chapas que concorrem às eleições da entidade. “Precisamos avançar com a completa exclusão do requisito de tempo de exercício profissional para composição de cargos eletivos nas Subseções e Seccional”, disse, em defesa de maior participação de todos advogados no processo de escolha dos dirigentes da Ordem. “Entendo como fundamental a participação efetiva da advocacia nas decisões da OAB”, disse a advogada.
“Lutaremos pela completa eliminação da cláusula de barreira, de forma a possibilitar que a advocacia jovem ocupe seu lugar de fala na nossa instituição”.

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