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Parceria entre empresa e Casa Terapêutica possibilita reinserção de acolhidos em Goiânia

'Eu sempre acreditei no ser humano em especial na recuperação do meu próximo', afirma empresário.

diario da manha

A dependência em drogas é um problema que ultrapassa as questões individuais do usuário e se constitui como um grave problema de saúde pública. Com o objetivo de ajudar pessoas que querem se livrar desse vício, o empresário, Sidney de Souza Peres, dono da Telhas Coral, trabalha com a contratação de acolhidos da Casa Terapêutica Conquista, em Goiânia.

“Essa iniciativa surgiu de forma bem natural, onde meu coração sempre ardia de compaixão com o meu próximo, menos favorecido e principalmente em ver a dificuldade que eles tinham em ingressar novamente no mercado de trabalho”, afirma Sidney.

Segundo o diretor interno da Casa Terapêutica Conquista, Matheus Ayres Santos, o objetivo é ajudar pessoas que estão sobre o uso abusivo de drogas e às margens da sociedade, a se reinserirem e reconstruírem sua estabilidade financeira.

“Uma parceria como essa consolida o objetivo na reabilitação e transformação do homem em toda as demandas necessárias para ele recomeçar. Ela dá condições ao acolhido na sua pós reabilitação, a ter novamente uma oportunidade de se manter, trazendo autoestima e dignidade”, afirma o diretor.

De acordo com Sidney, essa iniciativa dá oportunidade a um cidadão, antes excluído, se ingressar na sociedade. “É gratificante ver o crescimento deles dentro da empresa, um deles entrou como ajudante no setor operacional, e hoje é operador de empilhadeira”, relata o empresário.

O psicólogo, Deily Derli de Sousa, afirma que a reinserção ao trabalho é muito importante, porque significa uma espécie de recomeço para o dependente químico, onde ele vai ter uma perspectiva de futuro.

“A dificuldade de reinserção no mercado de trabalho é enorme por causa dos preconceitos, é quase que um tabu, principalmente quando o dependente químico cometeu algum tipo de crime por causa dessa dependência. Então é bastante importante as parcerias sociais em relação a dependência química e o mercado de trabalho para que o tratamento evolua”, explica Deily.

O psicólogo destaca que o empregador de um dependente químico tem uma responsabilidade social ainda maior, de repasse de informações e prevenções de como lidar com um ex-dependente químico.

“Perspectiva de futuro é bastante importante para a vida saudável do indivíduo e ela serve como uma base de apoio, principalmente para que ele altere esse modo de viver”, afirma.

Danillo Dias Santos de Faria é um dos acolhidos da casa terapêutica, e trabalha como operador de empilhadeira na Telhas Coral. Ele afirma que essa parceria tem lhe ajudado a se adaptar novamente na sociedade.

“Hoje eu me mantenho pelo suor do meu trabalho, e ainda ajudo minha família que mora em Brasília, mãe e irmãos, e isso é tão gratificante que não me faz mais querer retornar a minha vida antiga de dependência”, afirma Danillo.

Segundo o auxiliar de motorista, Mateus Wenderson Arantes Alvarez, que também foi acolhido pela casa terapêutica, esse trabalho é um incentivo e possibilita que novas portas se abram para eles.

“Pelo fato da empresa abrir vagas a acolhidos da casa de reabilitação, cria a visão de unidade, fazendo com que nós possamos nos sentir reintegrados a uma sociedade que um dia nos acusava de sermos escória”, destaca Mateus.

De acordo com Sidney há vários anos, a empresa Telhas Coral tem acompanhado e sido uma das mantenedoras na Casa Terapêutica Conquista. “O mais lindo desse projeto é ver o quanto Deus age na vida de cada um, transformando e mudando o curso de vida deles”, finaliza.

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