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Transporte coletivo deixará de ter tarifa única

diario da manha

O novo modelo para o sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, pode ser colocado em prática ainda este ano. De acordo com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), a ideia é estabelecer valores para curtas e médias distâncias.

A tarifa máxima de R$ 4,30 será mantida, e os usuários que andam em pequenas distâncias, à partir de um ponto central, irão pagar um valor menor.

Segundo a CMTC, ainda não há valores definidos e o trabalho caminha para estabelecer o modelo e também a chance de inserir aporte público ao serviço considerado social e essencial.

De acordo com a companhia, a proposta final pretende inserir o serviço de transporte em Goiânia e demais 18 cidades da RMTC, dentro de um novo modelo de atendimento com mais atratividade ao usuário.

“O trabalho deve estar concluído em 60 dias para avaliação das prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e governo do Estado”, afirma a CMTC.

A doméstica, Michely Martins que utiliza o transporte público, de segunda a sexta-feira para trabalhar, afirma que o novo modelo é bom e com isso ela “teria uma ótima economia”, diz.

Por outro lado, a ideia teve resistência das prefeituras do interior e do Estado, já que o fim da tarifa única não teria compensação.

Um estudo apresentado em maio deste ano, pela CMTC, mostra que com a retirada de Goiânia do sistema metropolitano, as 170 linhas restantes teriam uma tarifa de R$ 7,54, enquanto que na capital o custo para o usuário seria de R$ 3 e a prefeitura iria investir R$ 80 milhões ao ano para manter a tarifa mais baixa.

Com o consenso sobre a necessidade de financiamento do sistema de transporte, as discussões são ditas como avançadas e a próxima etapa é verificar o custo deste modelo, definir como o valor será arrecadado e como será montado o Fundo do Transporte, se seria metropolitano ou municipal. A ideia é replicar a divisão feita no Plano Emergencial para a continuidade na troca do modelo.

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