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Goiânia: metrópole em metamorfose

Goiânia, apesar de ser uma jovem cidade, é uma grande metrópole, e a cada dia mais diferente, chega ser impressionante o quanto o skyline da cidade mudou durante os anos

diario da manha
Goiânia dos anos 50 e atualmente. (Foto: Divulgação/Michel de Medeiros/Instagram drones_skyview)

Goiânia é uma cidade em constante mudança, durante anos experimentamos transformações significativas na capital. A verticalização foi além da região do centro expandido, chegando a bairros mais distantes como Goiânia 2 e Eldorado. A cidade virou um “canteiro” de obras, ainda nos bairros centrais, vê-se edifícios sendo erguidos a cada esquina.

Porém, muito além dos edifícios, o que marca Goiânia são seus monumentos presentes em dois viadutos na movimentada Avenida 85. Com o fluxo intenso de veículos, a gestão municipal decidiu intervir nesta importante via que liga o centro a região sul com monumentos que fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas que passam por ali diariamente.

Viaduto Latif Sebba (Praça do Ratinho)

A primeira intervenção ocorreu em 2007, com a idealização do arquiteto Marco Antonio Amaral. O viaduto foi construído para melhorar o tráfego intenso na região, que registrava congestionamentos constantes.

Praça do Ratinho antes das obras. (Foto: João Cisneiro)
Viaduto Latif Sebba e o monumento que virou marca registrada de Goiânia. (Foto: Divulgação)

Viaduto João Alves de Queiroz (Viaduto da T-63)

Por fazer parte de uma região comercial pujante, a Avenida T-63 é uma das vias mais movimentadas de Goiânia, com farmácias, restaurantes, supermercados, bancos e demais estabelecimentos. Esse movimento começou a se intensificar com o passar dos anos e a Avenida T-63, na altura da Praça do Chafariz já não suportava mais a quantidade de veículos que ali circulavam, foi quando a prefeitura decidiu construir um elevado e uma trincheira no local.

Mas assim como aconteceu com o Viaduto Latif Sebba, o novo viaduto da T-63 receberia um monumento também marcante para a cidade. As obras do complexo foram entregues em 2008 e foi experimentado uma melhora no fluxo de veículos, porém o espetáculo estava na estrutura, que possui 64,53 metros. O chamado “espeto da T-63” é inspirado na bússola, ele é composto por dois prismas que se encontram no alto, funcionando como um eixo de orientação para a direção norte.

Praça do Charafiz, em Goiânia. (Foto: Divulgação)
Região da T-63 com Avenida 85 atualmente. (Foto: Bruno Lisita)

Praça do Relógio

Uma das obras mais polêmicas em Goiânia foi a retirada da Praça do Relógio, localizada na Avenida Jamel Cecílio. Para muitos moradores, a praça era um símbolo, uma referência. De fato, a rotatória com os números no gramado em dois tons de verde chamava a atenção. Porém, a emblemática referência deu adeus aos goianienses em 2015, quando a gestão municipal, em prol de um melhor tráfego na região, a retirou dali e o local virou um cruzamento. É compreensível do ponto de vista da gestão, uma vez que a Avenida Jamel Cecílio é muito movimentada e a praça começou a atrapalhar o fluxo com o passar dos anos. Porém, para o turismo é uma perda significativa, já que um dos símbolos da capital simplesmente sumiu do mapa.

Praça do Relógio antes de sua retirada (Foto: Divulgação)
Avenida Jamel Cecílio e seu movimento intenso, sem a Praça do Relógio. (Foto: Reprodução/Internet)

Goiânia, apesar de ser uma jovem cidade, é uma grande metrópole, e a cada dia mais diferente, chega ser impressionante o quanto o skyline da cidade mudou durante os anos, temos o terceiro maior edifício do Brasil com vista panorâmica para toda a cidade e o maior shopping-center do Centro-Oeste, gigantes dentro de uma gigante.

A próxima grande mudança – que já estamos vivenciando, é na Praça Cívica, com as instalações dos pontos do BRT Norte-Sul. Basta sabermos o quanto isso vai impactar na vida dos goianienses e quais serão as próximas intervenções, afinal, Goiânia não para.

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