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'Pediu abraço, mas não pude dar', diz mãe de aluna que se queimou em colégio

Ela contou que a filha teve costas, abdômen e rosto queimados por causa da explosão

diario da manha
Annelise Lopes Andrade, sofreu queimaduras em acidente durante experimento em escola de Anápolis Foto: Reprodução

A Mãe da estudante Annelise Lopes Andrade, que se queimou em um acidente com experimento que fazia com outros colegas, falou com a filha antes de ela ser sedada. Diolange Lopes Carneiro contou que a filha teve costas, abdômen e rosto queimados por causa da explosão.

“Ela me pediu um abraço, não pude dar esse abraço nela, mas ela entendeu e eu falei para ela ficar calma para ela ser medicada”, disse a mãe.

Annelise precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Até a noite de terça-feira, 30, o estado de saúde dela era considerado grave e estável.

“Quando a vi ela estava com corpo todo queimado. Lá eles me informaram que era 70%, mas chagando aqui [ao hospital] parece que é 60%. Não sei exatamente. As costas bastante queimadas, rosto, cabelo, parte da barriga. Estava muito queimada”, conta a mãe.

Apesar da gravidade do acidente, Diolange afirma que está confiante na recuperação da filha.

“Orando, pedi para que todos orem. Logo ela vai estar bem. Eu creio. Ela é uma menina forte, minha parceira, e logo sei que ela vai estar bem”, disse.

O acidente aconteceu na terça-feira, 30, no Colégio Estadual Professor Heli Alves Ribeiro, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo o coordenador do colégio, Marcos Gomes, os alunos do 2º ano estão com aulas remotas durante esta semana e pediram para ir à escola para gravar um experimento de física e química.

Os estudantes foram autorizados a usar uma sala para gravação, mas não avisaram que usariam álcool e nenhum professor ou monitor estava acompanhando a situação.

“Eles disseram que iriam gravar uma apresentação, mas não explicaram o que iriam fazer. Eles disseram que colocaram fogo ao álcool, mas que acharam que não tinha pego. Por isso, foram colocar mais [álcool] e houve essa explosão”, disse o coordenador.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que “dá total apoio aos familiares e uma equipe multidisciplinar acompanha a situação” e que a coordenação regional “verifica os detalhes dentro da escola, com suporte aos demais adolescentes”.

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