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Chuvas provocam grandes estragos em Goiás

Pelo menos 16 cidades estão em situação de emergência no estado

diario da manha
Foto: Montagem

Pelo menos 16 cidades estão em situação de emergência no estado de Goiás. Com as fortes chuvas na região, os rios estão transbordando, uma ponte foi arrastada e gado ficou preso em pasto alagado.

Em Cavalcante, moradores ficaram assustados após a parede de uma casa desabar. Entre Itapuranga e o distrito de Lua Nova, uma ponte foi levada pela correnteza e parou no galpão de uma fazenda.

Na zona rural de Novo Brasil, um homem atravessou um córrego com água pela cintura para tirar leite das vacas. Em Nova Crixás, a água invadiu algumas casas. Na zona rural, parte do pasto ficou debaixo d’água.

Entre Araguapaz e Aruanã, o rio transbordou e a água encobriu a GO-530. Entre Sanclerlândia e São Luís de Montes Belos, a água também encobriu a rodovia e motoristas não conseguiram passar. Na cidade de Goiás, o Rio Vermelho quase cobriu uma ponte.

A previsão desta terça-feira, 11, é de mais chuvas em várias regiões do estado. Conforme o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), as pancadas de chuva isoladas podem ser volumosas, acompanhadas de rajadas de ventos e raios.

“O Vale do Araguaia todo, com cidades como Crixás, Aruanã, Bandeirantes, Luiz Alves, precisa estar em atenção. Em Luiz Alves, especialmente na parte baixa, já tem água entrando nas casas. Então, nesse momento, é importantíssimo as pessoas estarem atentas para os alertas. Esse alerta de risco é iminente”, afirma o gerente do Cimehgo, André Amorim.

Conforme o capitão Ricardo Oliveira, chefe do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, as chuvas são naturais nessa época do ano, mas quando chegam concentradas em um curto período, provocam esses estragos.

“As chuvas podem vir espaçadas no tempo ou em uma redução de tempo menor. Acaba que esse volume de chuvas em um curto espaço de tempo ocasiona vários problemas, como cheias de rios, erosões e diversas outras situações”, explica.

“Está chovendo nas bacias que não contribuem para os nossos reservatórios. Então, está trazendo estragos e, por outro lado, os reservatórios estão se recuperando de maneira muito tímida. Nós não alcançamos o nível de 50% em nenhum deles”, finaliza o gerente do Cimehgo.

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