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Farmacêutico trabalha na produção de medicamentos contendo maconha e quebra preconceitos contra profissão

Carlos Espínola afirma que já escutou comentários preconceituosos por parte de pessoas que não conhecem a seriedade do seu trabalho.

diario da manha
Foto: Reprodução

O farmacêutico Carlos Espínola, de 35 anos, trabalha com a produção e manuseio de maconha para fins medicinais, na Paraíba. Carlos é diretor técnico da Abrace, responsável por gerir assuntos técnicos relacionados com a produção, controle e manutenção da qualidade dos medicamentos da associação.

Para desenvolver essa função, Carlos precisou se formar no curso de farmácia. Atualmente, ele assume as funções relacionadas ao cargo de diretor técnico, em regime de CLT, da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace). A instituição tem 31 mil associados do Brasil inteiro, que demanda do laboratório uma produção de, em média, 15 mil frascos de óleo de cannabis por mês.

Mesmo enfrentando preconceitos por sua profissão, Carlos acrescenta “Já escutei sim alguns comentários preconceituosos por parte de pessoas que não conhecem a seriedade do trabalho”. A produção dos medicamentos ainda conta com outros profissionais, a exemplo de farmacêuticos, químicos e outros cargos técnicos.

Foto: Comunicação/Abrace

A produção dos medicamentos que têm a cannabis como matéria-prima segue quatro fases, todas elas são controladas para que o produto final atenda normas de segurança e qualidade.

Etapa 1 – O insumo vegetal (cannabis) é reproduzido e cultivado em áreas próprias só para essa finalidade. Isso garante segurança e rastreabilidade.

Etapa 2 – O insumo farmacêutico ativo (IFA) é extraído da cannabis no laboratório de extração para que haja um maior aproveitamento das substâncias dele.

Etapa 3 – O IFA é encaminhado para o laboratório de produção, onde todos os testes de qualidade são realizados até a diluição. Enquanto está no processo de fabricação, o produto passa por outras fases de controle de qualidade, com acompanhamento de lote a lote.

Etapa 4 – Após a aprovação e liberação dos lotes pelo laboratório, os medicamentos seguem para dispensação onde são encaminhados para os associados que fazem a solicitação.

Mas, não funciona assim com todos os medicamentos. Cada medicamento, segundo Carlos, tem suas particularidades de produção e também de controle de qualidade.

Com informações G1

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