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Suspeitos de usar drones para levar drogas a presídios são presos

Eles podem responder pelos crimes de tráfico, associação para o tráfico e favorecimento real, cujas penas somadas chegam até 25 anos de reclusão

diario da manha
Foto: Divulgação

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) prendeu nesta sexta-feira, 20, dois gerentes de um grupo criminoso suspeitos de usar drones para levar drogas a presídios.

Conforme a polícia, quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nos municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia e fazem parte da Operação VANT 2.

Em sua primeira fase da operação que ocorreu entre os dias 30 de novembro e 04 de dezembro de 2021, a operação cumpriu 18 mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Goianira, Bela Vista de Goiás, Senador Canedo, Morrinhos, Anicuns e Joviânia.

“A investigação, que começou há nove meses, identificou mais de 30 integrantes de uma associação especializada no ingresso de materiais ilícitos (tais como entorpecentes, aparelhos celulares, chips e carregadores) dentro da Casa de Prisão Provisória, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, mediante a utilização de drones – Veículos Aéreos Não Tripulados (V.A.N.T)”, afirma a Draco.

De acordo com a investigação, o “serviço de entrega” de drogas e celulares por meio de drones era requisitado por detentos e que o custo operacional para a execução de uma única “viagem” pode variar de R$ 5 mil a R$ 50 mil.

Dentre as funções desempenhadas pelos integrantes do esquema, foram qualificados operadores financeiros, instrutores e pilotos de drones, além de auxiliares. Dois gerentes do grupo foram presos e encontram-se à disposição do Poder Judiciário. Eles podem responder pelos crimes de tráfico, associação para o tráfico e favorecimento real, cujas penas somadas chegam até 25 anos de reclusão.

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