Brasil

Crimes cibernéticos: como se proteger

Redação DM

Publicado em 6 de março de 2020 às 17:11 | Atualizado há 6 anos


Print das mensagens enviadas pelo golpista para contatos de Renato
Foto: Arquivo pessoal

O criminoso dispunha de contas no Nubank, Caixa, Bradesco e Banco do Brasil, com nome de várias pessoas diferentes, uma delas no nome de Daniel Almeida de Araújo. O golpe foi revelado quando um dos amigos de Renato, ao desconfiar das mensagens, entrou em contato com o banqueiro por ligação afim de confirmar se o mesmo estava pedindo dinheiro.



A internet é um mundo pelo qual nos conectamos diariamente, seja por computadores ou celulares. Como esse mundo espelha a própria realidade, facilita a nossa vida, como acesso ao banco, pagamento de contas, ferramentas de trabalho, redes sociais de amizades, etc. Contudo, assim como no mundo real, onde existe perigo e violência, e tomamos medidas de proteção, ao utilizar a internet também devemos estar atentos aos procedimentos de segurança.

Todos os dias são registrados pelo menos 366 crimes cibernéticos em todo o país. A pesquisa mais recente, feita em 2018 pela associação SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia e incitação à violência, crimes contra a vida e violência contra mulheres ou misoginia, além de contas e celulares invadidos, entre outros.

WhatsApp espelhado

O banqueiro, Renato Bernardes, de 27 anos, teve o WhatsApp espelhado, através de um telefonema falso. A pessoa por trás da ligação disse que era do Mercado Livre e que precisava conferir o número de celular do rapaz.

O criminoso teve acesso ao número de Renato através de um anúncio do próprio banqueiro no Mercado Livre, site de compras e vendas, no qual ele disponibilizou seu telefone para facilitar a venda de um carro. Após a ligação, o rapaz recebeu uma mensagem com um código verificador. Seu WhatsApp tinha sido sequestrado.

O criminoso, então, se fez passar por Renato, através do WhatsApp espelhado. Usando a desculpa que estava com problemas na conta, pediu para os contatos da vítima dinheiro. Duas pessoas caíram no golpe. Um dos amigos, que não quis se identificar, chegou a transferir o valor de R$ 2.500.



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