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Secretário-executivo diz que ações da Prefeitura mitigaram alagamentos

Redação DM

Publicado em 11 de janeiro de 2024 às 13:34 | Atualizado há 2 anos

Para o secretário executivo da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Alexandre Garcês Araújo, intervenções realizadas pela Prefeitura de Goiânia na área da infraestrutura urbana são fundamentais para reduzir a ocorrência de alagamentos pela cidade.

Para o técnico, a eficácia das obras foi comprovada durante as chuvas torrenciais do último domingo, 7.

Engenheiro civil e professor licenciado da Universidade Estadual de Goiás (UEG), com mestrado e doutorado em tema relacionado à área de drenagem urbana, Garcês destaca que o prefeito Rogério Cruz estabeleceu intervenções em praticamente todos 99 pontos identificados, em 2021, pela Defesa Civil, com aplicação de R$ 200 milhões.

“O que aconteceu em Goiânia, no domingo, foi uma chuva que qualquer obra de engenharia de infraestrutura não suportaria de fato, independente da qualidade da obra”, ressalta o secretário executivo, com base em cálculo feito pela Seinfra e por técnicos da Universidade Federal de Goiás (UFG), responsável pela elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), em parceria com a Prefeitura de Goiânia.

De acordo com Alexandre Garcês, o levantamento constatou que, pela probabilidade da engenharia, de o evento ocorrer na cidade, com a mesma frequência do domingo, é só daqui a 50 anos. “A partir dos dados de institutos de meteorologia, percebeu-se um volume de chuva acima do esperado para o mês de janeiro. Foram cerca de 100 mm de precipitação, em duas horas, sendo 70 mm na primeira hora e 30 na segunda”, afirma. “A engenharia consegue, a partir desse volume de chuva, estimar qual é o período de recorrência dessa chuva. Ou seja, qual a probabilidade desse evento acontecer novamente, que seria daqui a 50 anos”, acrescenta.

Ao apresentar esse cenário de chuva extrema, em poucas horas, com o registro de alagamentos e transbordamentos de córregos, não significa, de acordo com o secretário executivo, que a Prefeitura queira se eximir dos transtornos causados à população. “Não estamos negligenciando que a Prefeitura não deve ter obras de drenagem. Sim, a gente precisa de mais obras de drenagem, mas temos que considerar que houve pouco investimento de drenagem em Goiânia, por vários anos, em gestões anteriores”, sustenta.

Planejamento

.“Além de a atual gestão investir mais de R$200 milhões nas obras de infraestrutura, também prioriza o planejamento, que é essencial para acabar de uma vez por todas com os problemas de drenagem na cidade”, diz o especialista.

“O planejamento se dá pela elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana, que Goiânia, em seus 90 anos de fundação, nunca teve. Esse plano vai nortear as ações e investimentos de maneira que a aplicação dos recursos financeiros vai ser bem mais assertiva, vai ser para resolver, de fato, o problema da drenagem urbana na nossa Capital”, afirma.

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