Cidades

Morre funcionário de hospital com Covid-19 após 18 dias internado

Famíliares reclamam que o servidor não foi testado antes de apresentar os sintomas, no hospital onde trabalhava. Secretaria da Saúde afirma que segue os protocolos de testagens.

diario da manha
Foto: Reprodução

O servidor público Arione Luiz da Silva, 59 anos, morreu após 18 dias de internamento em hospital de Goiânia. O servidor conhecido por Nenê, foi a óbito devido a complicações da enfermidade. A família demostra indignação, por ele não ter sido testado com antecedência no local onde trabalhava, o Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia (Crof).

Segundo o filho da vítima, Matheus Cardoso, o pai começou a apresentar sintomas no dia 30 de maio e precisou ser internado no dia 2 de junho. Ele foi levado para a Maternidade Célia Câmara, onde ficou em tratamento até o último sábado (20), quando morreu.

Conforme Matheus, o local onde Nenê trabalhava, o Crof, não havia testado os funcionários até então. Porém, mesmo depois de confirmada a Covida-19 no pai, o filho da vítima ressaltou que só foram disponibilizados 20 testes para os servidores sortearem entre eles. “Tem gente que trabalhou com meu pai que não foi sorteado para fazer o teste de Covid-19”, denunciou.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), declarou que todos os profissionais das unidades de saúde estão sendo testados. A pasta argumentou que os testes foram sorteados entre as pessoas que não apresentam sintomas, para amostragem, e que o PCR é feito naqueles que apresentam sintomas da doença.

Conforme ainda a pasta, o Crof não é uma unidade que trata pacientes com Covid-19. Por isso, são adotados os protocolos citados. “Assim que o servidor Arione testou positivo, a família foi testada, sendo que a mulher e um filho tiveram resultado positivo para a doença. Desde então, toda a família foi orientada a ficar de quarentena, passou a ser monitorada pelo Telemedicina e a receber apoio psicológico”, completou.

Pesares

Segundo a família, não puderam homenageá – lo com velório, devido aos procedimentos previstos para vítimas da doença. Matheus acrescentou que o pai era conhecido como Nenê do Goiabão, local onde dava aulas de futebol para crianças. Ele deixou quatro filhos, três netas e a esposa.

“Deixou muitos, muitos amigos. Ele era muito querido. Muitos alunos [da escolinha de futebol] têm ele como pai. Meu pai era um cara alegre. Muito família. Muito amigo. Meu pai gostava muito de ajudar os outros, principalmente crianças”, contou emocionado.

*Com informações do G1

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