Coronavírus

Em julho, Goiás tem em média 34 óbitos diários por covid-19

Já são 1.018 mortes até então e a cada 43 minutos, uma pessoa morre no Estado em decorrência da doença

diario da manha
Foto: Reprodução

O coronavírus está avançando em alguns Estados brasileiros, a exemplo de Goiás, que apenas nos primeiros 16 dias deste mês, 543 pessoas perderam a vida devido à covid-19, o que corresponde a 53% do total de 1.018 mortes contabilizadas no Estado até o momento.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, atualmente, Goiás está com 2,51% de taxa de letalidade, abaixo da média nacional, que é de 3,8%. Mesmo assim, o crescimento na taxa de óbitos teve uma alta vertiginosa entre junho a começo de julho.

Na primeira semana de junho, o Estado registrava em média 5 mortes diárias, na semana seguinte, essa média mais que dobrou, chegando a 12 óbitos, em sequência passou para 19, concluindo o mês com 27 mortes em média por dia.

Em julho, já na primeira semana, o índice diário atingiu 31 óbitos, chegando a 34 nesta semana. Com a aceleração, indicando, nas últimas três semanas uma taxa de crescimento em 1,1, a projeção é de 1,6 mil mortes no fim deste mês.

Subnotificação

Em entrevista ao jornal O Popular, o biólogo e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Thiago Rangel, que participa de um grupo de pesquisadores que estudam o impacto da covid-19 no Estado, indica que, pela demora nas notificações, é possível que Goiás já tenha entre 1.300 e 1.400 óbitos.

“Se olharmos, daqui alguns dia, pela data do óbito com registros nas secretarias vamos ver que isso já ocorreu. Estes marcos, como o caso de mil são incertos pela defasagem na notificações de mortes. Vai com toda a certeza. Tenho quase absoluta certeza que ele tenha ocorrido entre os dias 1° e 4 de julho, mas demora para ficarmos sabendo.”, explica.

Ainda de acordo com Rangel, as projeções da UFG apontam que, com o isolamento social atual de 35% a 40%, os óbitos chegariam entre 1.695 e 2.815 óbitos até o fim deste mês.

Em nota, a SES-GO comunica que “já era esperada a dobra do número de casos em um intervalo cada vez menor de tempo”. “A segunda quinzena de julho foi apresentada como a fase mais crítica da doença no Estado, de acordo com os estudo feitos pela Universidade Federal de Goiás. Assim, o esperado é que na próxima semana Goiás atinja o pico, seguido de uma fase platô no número de caso, até iniciar uma redução diária das notificações, como já observados em outros locais.”

Contudo, Rangel explica que os estudos da UFG apontam que esse pico só deve acontecer no final de agosto. “Não existe evidência de que o pico será semana que vem. Estimativa nossa é para o fim de agosto. Isso depende da confiança do inquérito sorológico feiro pela Prefeitura de Goiânia”, esclarece.

*Com informações do jornal O Popular

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