Coronavírus

Resultados preliminares indicam que vacina de Oxford contra coronavírus é segura

Vacina induz resposta imune ao coronavírus e tem resultado reforçado após segunda dose de acordo com cientistas

diario da manha
Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (20), os cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciaram que os resultados preliminares da vacina da universidade contra o Covid-19 mostram que ela é segura e induz resposta imune ao vírus. A terceira fase de testes está sendo realizada em vários países, dentre eles o Brasil.

Os resultados positivos foram obtidos nas duas primeiras fases de testes de imunização com a vacina e os cientistas acreditam que o efeito deve ser reforçado após a segunda dose. Nas fases 1 e 2, participaram 1.077 voluntários do Reino Unido. Um total de 50 mil pessoas participam dos testes da vacina no mundo todo e 10% delas estão no Brasil.

De acordo com os testes, a vacina é capaz de induzir o corpo a reagir contra o Covid-19 até 56 dias depois da sua administração. Até o momento a vacina produzida por Oxford é a mais avançada dentre as 163 que estão sendo testadas no combate ao novo coronavírus. Ao todo 23 estão em fase clínica, com testes em humanos.

A terceira fase, que já está em andamento, irá determinar se ela é eficaz quando administrada em um grande número de pessoas. Segundo Andrew Pollard, professor de pediatria na Universidade de Oxford, com a fase três ficará determinado se a vacina de fato protege a população.

Registro

De acordo com a reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraia Smaili, a vacina de Oxford pode ter o registro liberado em junho do próximo ano. “Com a quantidade de pessoas que estão recebendo a vacina no mundo, é possível que tenhamos resultados promissores no início do ano que vem e o registro em junho”.

Mesmo com os estudos avançados em todo o planeta os pesquisadores não descartam a hipótese de que nunca seja encontrada uma vacina efetiva e segura, como é o caso de doenças como a Aids, provocada pelo vírus do HIV, devido à suas mutações constantes. Ainda assim, o prazo de 12 a 18 meses para liberação é considerado um recorde.

*Com informações do G1.

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