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CORONAVÍRUS

Astrazeneca altera data de envio de vacina para o Brasil

O governo do país fará novas negociações com a farmacêutica britânica Astrazeneca, que desenvolve uma parceria com a Universidade de Oxford, para adquirir uma vacina contra a Covid-19, em meados de dezembro. Na ocasião serão tratados detalhes da transferência de tecnológia do produto para o Brasil, que será fabricado pela Fiocruz, de acordo com fontes a par da negociação.

O acordo fechado com o governo brasileiro é o de entregar 15 milhões de doses por mês até junho, quando deve atingir ao total de 100 milhões de doses encomendadas pelo Ministério da Saúde. Somente no final de 2021 é que a Fiocruz, poderá ter condições de fabricar as vacinas de forma independente. A Astrazeneca e a Fiocruz, em conjunto, é que serão responsáveis pela estratégia inicial de distribuição das vacinas, e registro das mesmas na Anvisa.

O contrato sobre a transferência de conhecimento para a produção local, no entanto, ainda não foi fechado entre as partes. O Ministério da Saúde, conforme o relato, teve dúvidas no fechamento da primeira parte do acordo, sobre a entrega inicial. Entre elas estava justamente a alteração do prazo de dezembro para janeiro, que já foi definido. Outra foi em relação a transferência de tecnológia.

O governo brasileiro queria ter mais detalhes no contrato conversado em agosto e fechado em setembro, mas não foi possível saná-los na ocasião. "Não é assim que funciona. A transferência vai acontecer, mas essa conversa foi adiada para dezembro", explicou a fonte, lembrando que foi formalizado um prazo de 90 dias, após o fechamento do primeiro memorando de entendimentos para um novo ajuste de negociações.

A expectativa é de que no último mês do ano a própria Astrazeneca tenha mais detalhes sobre o andamento de sua produção e logística. Com acordos firmados com vários governos do mundo, a fabricação das doses pela companhia já começou antes mesmo da verificação de que a vacina será eficiente.

É por causa dos contratos com países que a empresa vem tendo condições de iniciar sua produção, que será vendida, inicialmente, a preço de custo. Até o momento, os resultados da pesquisa vêm sendo apontados como "promissores". Uma das mais recentes comemorações do trabalho da parceria Oxford- Astrazeneca foi a resposta imunológica da aplicação feita em idosos, divulgada esta semana. "Notícias boas estão vindo, mas temos que esperar os resultados finais dos testes", confirmou a fonte.

A vacina de Oxford é uma das que estão passando pela etapa 3, num dos estágios mais avançados do processo de desenvolvimento, com a convocação de voluntários para experimentos. No caso desta farmacêutica, há 10 mil voluntários no Brasil, 10 mil no Reino Unido, onde está a sede da companhia, e outros espalhados por outros países. Metade dos participantes do projeto recebe a vacina e, metade placebo.

Investiga- se agora quem vai ser infectado pela Covid-19 entre os dois grupos. "Se o vírus estiver se movimentando, vamos descobrir isso rapidamente", considerou a fonte. Apesar de as taxas terem baixado no Brasil recentemente, a avaliação é a de que a circulação do coronavírus no país ainda seja alta o suficiente para fazer a comparação.

Segundo o site Uol, pelo governo os acordos foram liderados com o secretário- executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, o número 2 da pasta. Antes das negociações para o fechamento de um acordo entre as partes, o ministro Eduardo Pazuello teve conversas iniciais sobre o tema com representantes da Astrazeneca e do governo britânico. Também participaram dessa rodada de aproximação, em maio, técnicos do Ministério da Economia e do Itamaraty.

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