Coronavírus

Rússia aprova vacina contra a Covid-19 após testes

Segundo o líder russo, o Instituto têm como objetivo aumentar a produção das primeira (Sputnik-V) e segunda vacinas (EpiVacCorona), e ressaltou que ambas irão ser distribuídas para o exterior, se aprovadas nas três fases de testes.

diario da manha
Foto: reprodução

Por meio de uma reunião do governo, o presidente da Rússia Vladimir Putin, informou que a segunda vacina contra a Covid-19, teria sido aprovada de forma regulatória, seguindo assim, o registro de medicamentos autorizados do País.

Os cientistas do Instituto Vector da Sibéria, receberam os parabéns de Vladimir, os mesmos foram os responsáveis pelo desenvolvimento da vacina, que passou com êxito nos testes de estágio inicial em humanos.

Segundo o líder russo, o Instituto têm como objetivo aumentar a produção das primeira (Sputnik-V) e segunda vacinas (EpiVacCorona), e ressaltou que ambas irão ser distribuídas para o exterior, se aprovadas nas três fases de testes. Defendeu ainda que as mesmas só terão mais concentração de produção, em países que a comercializarem.

Putin ressaltou também que, as vacinas russas deverão ter como prioridade, atender as necessidades do mercado interno, e alegou saber que há uma terceira candidata à imunizante à ser desenvolvida. Esta que por sua vez tem como responsável o Centro Chumakov, da Academia de Ciências da Rússia, que entrará em sua segunda fase de testes, no próximo dia 19.

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19

Em agosto, a Russia se tornou o primeiro País à conceder aprovação regulatória, de amostras de vacinas contra a Covid-19, mesmo sem obter testes finalizados suficientes que garantiriam sua segurança. Alguns outros desenvolvedores em trâmite mundial se preocuparam com esse fato.

No caso da Sputinik V, cerca de 400 pacientes de alto risco, receberam a dose da vacina, segundo o Ministério da Saúde russo. Já para EpivacCorona, o governo anunciou que a estimativa é de que cerca de 40 mil voluntários participarão dos testes clínicos, envolvendo 150 pessoas com mais de 60 anos de idade.

“O aparecimento da segunda vacina aumenta as possibilidades de vacinação da população e, com isso, nos aproxima de estabilizar e superar o problema da infecção pela Covid-19”, explicou a vice-primeira-ministra russa, Tatyana Golikova.

A mesma anunciou que o primeiro lote, com cerca de 60 mil doses, deverá ser produzido em breve, e admitiu que ela e a Chefe de Saúde russa, Anna Popova, foram vacinadas com EpiVacCorona e não tiveram “efeitos colaterais”, assim como os voluntários.

Desde o início da pandemia, a Rússia já registrou cerca de 1,3 milhão de infecções pelo novo coronavírus. Número esse que se torna o quarto maior em relação à de casos mundiais, ficando atrás somente dos Estados Unidos, Índia e Brasil.

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