Coronavírus

Anticorpos sintéticos reduzem mortes por Covid-19 em 70%, aponta estudo

Segundo as informações divulgadas pela revista exame, 10 pessoas que tomaram placebo morreram, devido a complicações provocadas pela doença. Enquanto no grupo de testes, não houve registro de óbito

diario da manha
Foto: Reprodução

A farmacêutica Eli Lilly divulgou nesta terça-feira (26) que os anticorpos sintéticos produzidos por ela foram responsáveis pela redução no número de mortes por complicações causadas pela Covid-19 em 70%.

Segundo os dados divulgados pela empresa, o resultado se deve a combinação dos neutralizantes bamlanivimab e estesevimab, os quais contribuíram também para a redução do número de pacientes hospitalizados, mostrando que a medicação evitou o agravamento do quadro de saúde dos pacientes.

Os números relatados pela farmacêutica integram um estudo que já está em sua terceira fase, ou seja, os últimos testes clínicos, que são feitos para testar a eficácia da medicação e que teve como voluntários 1.035 pacientes. Vale ressaltar que os dados divulgados, ainda não foram revisados pelos cientistas e nem ao menos publicado em uma revista científica.

A empresa afirmou na semana passada que o anticorpo bamlanivimab sozinho, foi capaz de diminuir o risco das pessoas contraírem a doença em 57%, já combinado com o etesevimab a porcentagem da Covid-19 se instaurar é ainda menor.

Estudo mostra que anticorpos sintéticos reduzem não apenas as mortes, mas também internações pela doença

Em entrevista o chefe da área de ciência da empresa, Daniel Skovronsky afirmou que foi possível observar uma redução de 70% nas internações, e de mortes durante o teste com os anticorpos, o que faz do estudo consistente.

Segundo as informações divulgadas pela revista exame, 10 pessoas que tomaram placebo morreram, devido a complicações provocadas pela doença. Enquanto no grupo de testes, não houve registro de óbito.

Os anticorpos tem como objetivo neutralizar a proteína spike da Covid-19, que é responsável pela ligação, ou entrada, do vírus nas célula humana. Vale lembrar que a medicação é aplicada de forma intravenosa, ou seja, quando o paciente recebe soro pela veia.

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