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Funerárias têm plano de emergência para evitar falta de caixões

Orientação é que empresas façam pedidos dos produtos com uma periodicidade menor, para evitar a falta de matéria-prima

diario da manha
Foto: Reprodução

A alta de mortes por Covid-19 e de contaminações pelo vírus, ligou o aleta não apenas do sistema de saúde, mas também do setor funerário, com a possibilidade de faltar caixões e termos cenas como a do início da pandemia no ano passado em Manaus.

Com o intuito de evitar a falta de matéria-prima e até mesmo de profissionais da área, a Associação Associação de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) divulgou um plano emergencial para evitar o colapso do sistema funerário.

O presidente do Sindicado das Empresas Funerárias, Cemitérios e Crematórios de Goiânia e Região Metropolitana (Sefecc), Wanderley Rodrigues afirmou que existe de fato esse plano, mas descartou a questão de fazer estoques de matéria-prima para a produção dos caixões.

“Estamos trabalhando com esse plano de emergência, com as empresas cooperando umas com as outras, principalmente no caso de contaminação dos agentes funerários, para que não tenhamos nenhum prejuízo, e possamos ter essa interação, além de resguardar os profissionais”, comenta.

Presidente do Sindicato afirmou que é perigo fazer estoque para evitar falta de caixões, pois pode faltar matéria-prima em outras regiões

Quando questionado sobre a possiblidade de fazer estoque de matéria-prima, para a produção de caixões ou de outros materiais para o enterro, Wanderley afirmou que fazer isso é perigoso.

“Essa questão de fazer estoque é perigosa, pois se começar a aumentar o pedido, não em função da alta demanda, pode faltar material para outras regiões que possam ter uma demanda maior. Então para não ter a falta de matéria-prima temos procurado atender aquilo que é dentro do limite”, ressalta.

O presidente do sindicado afirmou que para que não haja falta de matéria-prima, a orientação é para fazer o pedido do material em um período menor, para evitar o desabastecimento de outras regiões em detrimento de outras.

“Nós não sabemos quanto tempo isso vai demorar, e depende muitos dessas oscilações, que uma hora estão lá em cima, depois cai, então nossa preocupação é nesse sentido, de termos o material, mas sem exagero, em uma corrida para aumento de estoque. Por isso a orientação é de mudar a periodicidade de pedidos, com a intenção de que todos possam ter os produtos necessários para a sua região”, salienta.

Não há possibilidade dos enterros serem feitos em outros municípios do Estado ressalta Wanderley Rodrigues

Outro ponto no que a Abradif pontuou é sobre a capacidade dos cemitérios, com a possiblidade de não ter espaço na região, e com a determinação do enterro poder ser a 50 quilômetros da cidade de origem. Em Goiás segundo Wanderley Rodrigues não existe essa possiblidade, embora possa ser visto em alguns cemitérios da capital essa situação.

“Não existe essa possibilidade de ocorre em Goiás. Recebemos por exemplo uma carta-ofício que suspendeu os enterros no Cemitério Jardim da Saudade, mas no Vale da Paz tem uma capacidade muito grande ainda, e dificilmente teremos essa situação em Goiânia e no estado, pode ser que um cemitério ou outro aconteça, mas não vejo essa situação no estado”, pontua.

O presidente do Sefecc voltou a cobrar a vacinação dos agentes funerários, que mesmo inseridos no grupo prioritário até o momento não foram vacinados contra a Covid-19. Wanderley Rodrigues lembrou que caso alguém do segmento seja infectado pelo vírus, por contato com potenciais vítimas da doença, o período de afastamento do profissional é de 14 ou 15 dias e até mais dependendo da gravidade da infecção, nesse sentido podemos ter um outro problema com a falta de profissionais.

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