Coronavírus

Minas pede apoio ao Ministério da Saúde para que não falte oxigênio no estado

O secretário afirmou que não há crise de abastecimento, mas o estado deve se preparar, "Qualquer contaminado a mais pode ser um óbito a mais", disse

diario da manha
Secretário de estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti — Foto: Reprodução - Estado de Minas Gerais

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que, diante do aumento da necessidade de oxigênio para atender ao número crescente de pacientes internados por covid-19 em Minas, já pediu apoio ao Ministério da Saúde para que não haja falta do insumo.

Municípios pedem socorro

Nesta terça-feira, (16) um comunicado divulgado pela Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) aponta escassez ou desabastecimento de oxigênio em ao menos 13 cidades da Região Norte. São elas: Bocaiúva, Brasília de Minas, Coração de Jesus, Espinosa, Jaíba, Janaúba, Januária, Montes Claros, Pirapora, Salinas, Taiobeiras e Varzelândia. A entidade pede ajuda do governador Romeu Zema (Novo) para aquisição do produto, além de apoio financeiro para enfrentamento da pandemia. 

“O pedido da AMAMS foi também de socorrer as famílias em vulnerabilidade social, com a distribuição de cestas básicas. Por causa das medidas restritivas, que impedem a retomada das aulas, as prefeituras não estão contratando os professores e demais trabalhadores do setor e com isso, são milhares de pessoas sem essa opção de sobrevivência. Aliado a isso, há as famílias carentes e, por isso, o apelo da AMAMS para de imediato, serem distribuídas cestas básicas, que amenizem o quadro de fome de diversas famílias”, diz o texto. 

Em sua primeira entrevista coletiva como secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, disse que há preocupação em relação aos leitos criados para combater a Covid-19.

“A maioria dos hospitais grandes com leitos de CTI utilizam grandes reservatórios de oxigênio. Mas para os leitos que estão sendo criados não dá tempo dessa estrutura, e são leitos com cilindro de oxigênio. A logística desse insumo é complexa, tem que se trocar várias vezes por leito e o paciente Covid exige muito oxigênio”, disse ele.

O secretário afirmou que não há crise de abastecimento, mas o estado deve se preparar, “Qualquer contaminado a mais pode ser um óbito a mais”.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse nesta terça-feira (16), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, que não há alternativa a não ser implantar a onda roxa, a mais restritiva do programa Minas Consciente, em todo o estado por causa do coronovírus.

A partir desta quarta-feira (17), apenas serviços essenciais devem funcionar em todos os 853 municípios mineiros. “Agora nós começamos a assistir cenas de terror; pessoas estão clamando por atendimento”, diz Zema.

Minas Gerais tem 980.687 casos de Covid-19 confirmados até agora. Nesta terça-feira, de acordo com a SES, havia 2.514 pacientes com a doença internados em leitos de UTI. Uma taxa de ocupação equivalente a 86,16%.

Escassez e desabastecimento de oxigênio em Minas causa aflição
Foto/Reprodução – Jcnet

Insumos

Baccheretti destacou que Minas não passa por uma crise de abastecimento do oxigênio, mas que há uma preocupação do governo mineiro para que não falte o insumo, uma vez que o aumento do número de internações representa um consumo maior do produto.

O secretário de Saúde pontuou ainda que o governo de Minas tem se antecipado e adquirido insumos necessários para o atendimento hospitalar nas regiões mineiras, como o kit de intubação e anestésico, mesmo sendo de responsabilidade das unidades hospitalares a aquisição desses medicamentos.

“Fizemos uma compra recente do kit. Ele é essencial e o hospital tem que comprar na sua rotina. Mas nós, como Estado, compramos uma quantidade para distribuir às regiões que mais faltam porque elas não têm dado informações confiáveis sobre esses medicamentos. É importante lembrar que o Brasil é o epicentro no mundo de Covid. Todos os estados estão consumindo muito esse medicamento. Entendemos que o Estado deve contribuir para que não haja falta de nenhum insumo”, destacou.

*Com informações do G1, Agência minas e O tempo

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