Rússia reforça arsenal nuclear com 40 novos mísseis intercontinentais

Anúncio ocorre depois da revelação do plano americano de instalar armamento pesado no Leste Europeu

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— Este ano, mais de 40 novos mísseis balísticos intercontinentais capazes de superar os sistemas de defesa antiaérea mais sofisticados serão posicionados pelas forças nucleares russas — disse o presidente em um discurso durante uma feira militar e de armas em Moscou.

Putin ressaltou que as forças militares russas estão recebendo uma série de armas novas, incluindo tanques e outros veículos blindados, que foram apresentados para o público durante um desfile militar no mês passado na Praça Vermelha. Um radar de alerta de longo alcance também começou a ser testado pelos soldados.

Para o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, as declarações do presidente russo são “injustificadas, é desestabilizadoras e perigosas”.

— Creio que o anúncio do presidente Putin confirma (…) o comportamento da Rússia dos últimos tempos. Vimos que a Rússia está investindo mas em gastos de Defesa em geral, em particular na capacidade nuclear — disse Stoltenberg em coletiva de imprensa organizada depois de um encontro com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em Bruxelas.

No sábado, a imprensa americana noticiou os planos dos EUA para posicionar tanques e armamentos pesados em países da Otan ao longo da fronteira russa, incluindo nos Estados bálticos que no passado fizeram parte da União Soviética. Essa é a manobra americana mais agressiva na região desde a Guerra Fria.

As autoridades em Moscou repudiaram a medida na segunda-feira e alertaram que a Rússia iria retaliar se os EUA insistissem em levar o plano adiante. O ministério das Relações Exteriores russo ainda acusou o governo americano de alimentar a tensão e os medos de seus aliados e de usar o conflito para expandir sua presença militar na Europa.

— O sentimento é que os nossos colegas da Otan estão nos levando para uma corrida armamentista — disse o vice-ministro da Defesa russo, Anatoly Antonov, citado pela agência RIA.

A tensão entre a Rússia e as potências ocidentais reacenderam diante do papel de Moscou na crise na Ucrânia. O governo russo é acusado de apoiar os separatistas que lutam contra as forças de Kiev. Os rebeldes já tomaram uma grande parte do Leste do país depois que a Rússia anexou a Crimeia no início de 2014.

Em represália, o Ocidente, liderado pela União Europeia e os Estados Unidos, impuseram sanções econômicas punitivas à Rússia.

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